<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>PET Química UFC &#187; Gás carbônico</title>
	<atom:link href="http://www.petquimica.ufc.br/tag/gas-carbonico/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.petquimica.ufc.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Jul 2023 19:07:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>Aumento da emissão de gás carbônico acidifica os oceanos e ameaça vida marinha</title>
		<link>http://www.petquimica.ufc.br/aumento-das-emissoes-de-gas-carbonico-acidifica-os-oceanos-e-ameaca-vida-marinha/</link>
		<comments>http://www.petquimica.ufc.br/aumento-das-emissoes-de-gas-carbonico-acidifica-os-oceanos-e-ameaca-vida-marinha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 May 2014 16:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[PET Química]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Acidez dos oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Gás carbônico]]></category>
		<category><![CDATA[Vida marinha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.petquimica.ufc.br/?p=650</guid>
		<description><![CDATA[As mudanças climáticas não são os únicos problemas causados pelo excesso de CO2 na atmosfera. O processo de acidificação dos oceanos é extremamente perigoso e pode acabar com a vida marinha. A acidificação começou desde a primeira revolução industrial, em meados do século XVIII, quando a emissão de poluentes aumentou rápida e significativamente devido à [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As mudanças climáticas não são os únicos problemas causados pelo excesso de CO<sub>2</sub> na atmosfera. O processo de acidificação dos oceanos é extremamente perigoso e pode acabar com a vida marinha.</p>
<p>A acidificação começou desde a primeira revolução industrial, em meados do século XVIII, quando a emissão de poluentes aumentou rápida e significativamente devido à instalação das indústrias por toda a Europa. Desde então, a <span style="color: #000000;"><a href="http://www.scor-int.org/OBO2009/A&amp;O_Report.pdf" target="_blank"><span style="color: #000000;">acidez dos oceanos já aumentou em 30%</span></a>.</span></p>
<p>Mas como se dá esse processo? <span style="color: #000000;"><a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1046/j.1365-3040.1999.00419.x/abstract;jsessionid=CC6529E019E5B4E72BA6079FD3C1150B.d03t02" target="_blank"><span style="color: #000000;">Estudos</span></a> </span>demonstram que, ao longo da história, 30% do CO<sub>2</sub> emitido pela ação do homem vão parar no oceano. Quando a água (H<sub>2</sub>O<sub>(l)</sub>) e esse gás se encontram, é formado o ácido carbônico (H<sub>2</sub>CO<sub>3</sub>) que se dissocia no mar, formando íons de trióxido de carbono (CO<sub>3</sub><sup>2-</sup>) e hidrogênio (H<sup>+</sup>). O nível de acidez se dá através da quantidade de íons H<sup>+</sup> presentes em uma solução – nesse caso, a água do mar. Quanto maior as emissões, maior a quantidade de íons H<sup>+</sup> e mais ácido os oceanos ficam.</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2014/05/cibele-1-post.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group650"><img class="alignnone  wp-image-651" alt="cibele 1-post" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2014/05/cibele-1-post.png" width="454" height="319" /></a></p>
<p><strong>Figura 1.</strong> Esquema de solubilização do gás carbônico.</p>
<p>Estudos preliminares apontam que a acidificação dos oceanos afeta diretamente organismos calcificadores, como alguns tipos de<span style="color: #000000;"> <a href="http://adsabs.harvard.edu/abs/2007GeoRL..3407603G" target="_blank"><span style="color: #000000;">mariscos</span></a>, <a href="http://www.nature.com/ngeo/journal/v1/n2/full/ngeo100.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">algas</span></a>, <a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2004JC002576/abstract" target="_blank"><span style="color: #000000;">corais</span></a>, <a href="http://web.archive.org/web/20080625100559/http:/www.ipsl.jussieu.fr/~jomce/acidification/paper/Orr_OnlineNature04095.pdf" target="_blank"><span style="color: #000000;">plânctons</span></a> e <a href="http://www.biogeosciences.net/6/1877/2009/bg-6-1877-2009.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">moluscos</span></a>, dificultando sua capacidade de formar conchas, levando ao seu <a href="http://commcgi.cc.stonybrook.edu/am2/publish/General_University_News_2/Acidification_Of_Oceans_May_Contribute_To_Global_Declines_Of_Shellfish_Study_By_Stony_Brook_Scientists_Concludes.shtml" target="_blank"><span style="color: #000000;">desaparecimento</span></a>.</span></p>
<p>Isso porque a acidez elevada diminui a concentração/disponibilidade de íon carbonato para o plâncton e espécies de conchas que fixam carbonato de cálcio. Uma vez que o pH “limite” é atingido por um dado organismo, ele não pode mais fixar carbonato de cálcio nas suas conchas e é ameaçado de extinção local. Esses organismos fixadores de carbonato de cálcio, principalmente fitoplâncton e zooplâncton, e também alguns moluscos, servem como base de muitas das cadeias alimentares marinhas em vários tipos de ecossistema, realçando o impacto potencial da acidificação em ecossistemas inteiros.</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2014/05/cibele-2-post.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group650"><img class="alignnone  wp-image-652" alt="cibele 2-post" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2014/05/cibele-2-post.jpg" width="473" height="289" /></a></p>
<p><strong>Figura 2.</strong> Animais marinhos.</p>
<p>Um estudo apontou o oceano Ártico como o mais vulnerável, porque as águas frias absorvem mais CO<sub>2</sub>. De acordo com os cientistas, sem uma redução nas emissões ou outro tipo de controle sobre este gás, a tendência é que o pH dos oceanos se torne ainda mais ácido.</p>
<p>A <span style="color: #000000;"><a href="http://www.ecycle.com.br/component/content/article/37-tecnologia-a-favor/1196-geoengenharia-a-salvacao-do-mundo.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">geoengenharia</span></a></span> desenvolveu algumas hipóteses para acabar com esse problema. Uma delas é usar o ferro para “fertilizar” os oceanos. Dessa forma, as partículas desse metal estimulariam o crescimento dos plânctons que, por sua vez, absorveriam o CO<sub>2</sub> que, ao morrer, levaria o gás carbônico para o fundo do mar. Na realidade, as emissões de gás carbônico deveriam ser o foco da discussão já que essas não afetam apenas a vida marinha.</p>
<p>A acidificação dos oceanos pode ter graves consequências para os ecossistemas marinhos. No entanto, a avaliação de seu impacto futuro é difícil, porque experimentos de laboratório e observações de campo são limitados por sua complexidade ecológica e reduzido período de amostragem, respectivamente. Em contraste, o registro geológico  contém indícios de longo prazo para uma variedade de perturbações ambientais globais, incluindo acidificação dos oceanos além de suas respostas bióticas associadas.</p>
<p>O artigo <i>The Geological Record of Ocean Acidification</i> relata o registro geológico de até 300 milhões de anos para mostrar evidências da elevada concentração de CO<sub>2</sub> atmosférico e do processo de acidificação dos oceanos; e relaciona a rápida e sem precedentes atual emissão de CO<sub>2</sub> com projeções futuras de seus impactos na vida marinha.</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2014/05/cibele-3-post.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group650"><img class="alignnone  wp-image-653" alt="cibele 3-post" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2014/05/cibele-3-post.png" width="579" height="340" /></a></p>
<p><strong>Figura 3.</strong> Sistema de captura do gás carbônico para a superfície de rochas marinhas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Referência bibliográfica:  &lt;http://instaar.colorado.edu/~marchitt/reprints/hoenischscience12.pdf&gt;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.petquimica.ufc.br/aumento-das-emissoes-de-gas-carbonico-acidifica-os-oceanos-e-ameaca-vida-marinha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

<!-- Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: http://www.w3-edge.com/wordpress-plugins/

Page Caching using disk: enhanced

 Served from: www.petquimica.ufc.br @ 2026-09-23 10:59:33 by W3 Total Cache -->