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	<title>PET Química UFC &#187; Comunidade</title>
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		<title>Dificuldades do ensino de química para a comunidade surda</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jul 2017 16:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Maria Évilyn Paiva Albuquerque]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A educação é um direito garantido a todos pela constituição brasileira. Em uma sala de aula é possível encontrar uma diversidade de alunos, cada um com suas diferenças e dificuldades, inclusive alunos com deficiência auditiva. Devido ao advento da inclusão escolar, a rede regular de ensino passou a ter um aumento no número de matrículas de alunos com necessidades educativas especiais, incluindo alunos com deficiência auditiva.</p>
<p>Na educação básica a metodologia mais utilizada para o ensino de química ainda tem sido através de aulas expositivas, de forma tradicional, onde o aluno tem obrigação de memorizar fórmulas e conceitos passados pelo professor de forma mecânica, apenas para passar nos testes.</p>
<p>Para discentes surdos essa metodologia de ensino é inconveniente tendo em vista que esta se foca na oralidade e entre esses alunos a comunicação é feita através da língua brasileira de sinais (LIBRAS). A língua brasileira de sinais foi reconhecida por lei em 2002, um passo muito importante para a educação destes. Na rede regular de ensino, visto que, na maioria das vezes, o professor de química não domina libras, há a colaboração de um intérprete.</p>
<p>Um fator que pode atrapalhar o ensino para esses discentes é que muitas vezes não há sintonia na transmissão dos conhecimentos entre o professor, o intérprete e o aluno, podendo haver distorção. Esse fator pode ser agravado, pois no ensino de química há a necessidade da compreensão e construção dos conceitos científicos. Além disso, os termos utilizados para o ensino de química são específicos e muitos não possuem terminologias em libras, o que dificulta mais ainda a transmissão dos conceitos para os discentes com deficiência auditiva.</p>
<p>Algumas palavras utilizadas no ensino de química podem ter o significado confundido pelo aluno devido a terem duplo sentido, como por exemplo <em>soluções</em>, onde o aluno pode entender como sendo “<em>solução de problemas</em>”. Outro exemplo de palavra com duplo sentido é <em>concentração</em>, que pode ser confundido com “<em>alguém concentrado”</em>. Isso dificulta a aprendizagem do aluno no que diz respeito a disciplina de química.</p>
<p>Por conta dessa dificuldade na transmissão do conhecimento para os alunos com deficiência auditiva, a quantidade de discente que chegam ao nível médio é pequena e ao ensino superior é menor ainda. Segundo dados citados por Sousa e Silveira (2011) a quantidade de matrículas de alunos deficientes auditivos no ensino fundamental tem crescido, porém o mesmo não ocorre no nível médio e no nível superior. De um grupo de 466.155 alunos matriculados no ensino fundamental, há apenas 14.150 no nível médio e 11.999 no nível superior.</p>
<p>No Brasil, o ensino de química para a comunidade surda é deficiente, pois há falta de professores capacitados para lidar com esse tipo de aluno, quantidade de intérprete nas escolas e material de apoio. É importante que o professor de química conheça aspectos ligados a libras, para não depender unicamente dos intérpretes, ou seja, a educação inclusiva exige que haja uma formação mais adequada de professores para que seja superada essas dificuldades no ensino de química para a comunidade surda, e estes possam passar a ter uma participação social efetiva.</p>
<p>A seguir são apresentados alguns exemplos de terminologias utilizadas nas aulas de química:</p>
<div id="attachment_2131" style="width: 419px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/1.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2130"><img class="size-full wp-image-2131" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/1.png" alt="Figura 1: Aço." width="409" height="142" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1: Aço.</p></div>
<div id="attachment_2132" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/2.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2130"><img class="size-full wp-image-2132" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/2.png" alt="Figura 2: Água." width="378" height="148" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2: Água.</p></div>
<div id="attachment_2133" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/3.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2130"><img class="size-full wp-image-2133" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/3.png" alt="Figura 3: Misturar." width="237" height="148" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 3: Misturar.</p></div>
<div id="attachment_2134" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/4.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2130"><img class="size-full wp-image-2134" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/07/4.png" alt="Figura 4: Termômetro" width="359" height="148" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 4: Termômetro</p></div>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>DE OLIVEIRA, Walquíria D.; DE MELO, Ariane Carla C.; CANAVARRO BENITE, Anna M. Ensino de ciências para deficientes auditivos: um estudo sobre a produção de narrativas em classes regulares inclusivas. <strong>Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias</strong>, v. 7, n. 1, 2012.</p>
<p>DE SOUSA, Sinval Fernandes; DA SILVEIRA, Hélder Eterno. Terminologias químicas em Libras: a utilização de sinais na aprendizagem de alunos surdos. 2011.</p>
<p>LINDINO, Terezinha Corrêa et al. Química para discentes surdos: uma linguagem peculiar. <strong>Trama</strong>, v. 5, n. 10, p. 145-158, 2009.</p>
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