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	<title>PET Química UFC &#187; Opinião</title>
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		<title>Além do papelão: motivos para repensar o consumo de carne</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2017 15:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Damodara Barbosa Vieira Teixeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Carne]]></category>
		<category><![CDATA[Fraca]]></category>
		<category><![CDATA[Veganismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vegetarianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 17 de março deste ano o povo brasileiro foi surpreendido com a operação da polícia federal chamada de Carne Fraca. Grandes distribuidores frigoríficos como a JBS, BRF e Perdigão foram o foco da investigação. Estas empresas são responsáveis por marcas como Friboi, Seara e Big Frango. Todas bastante conhecidas e presentes na mesa [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 17 de março deste ano o povo brasileiro foi surpreendido com a operação da polícia federal chamada de Carne Fraca. Grandes distribuidores frigoríficos como a JBS, BRF e Perdigão foram o foco da investigação. Estas empresas são responsáveis por marcas como Friboi, Seara e Big Frango. Todas bastante conhecidas e presentes na mesa do brasileiro.</p>
<p>A polícia federal descobriu por meio de investigações que estas empresas pagavam propina para fiscais agropecuários, assim, carnes adulteradas eram comercializadas normalmente. As carnes eram “maquiadas” com ácido ascórbico, alguns frigoríficos reembalavam carnes vencidas, além de usar papelão em embutidos.</p>
<p>A repercussão não poderia ser mais negativa. O presidente Michel Temer precisou acalmar os ânimos dos países que importam a carne brasileira, tamanho foi o desconforto e preocupação gerada pela operação. No dia 17 de maio do ano de 2017, gravações do presidente Michel Temer foram divulgadas. Nelas o presidente Temer dá o suposto aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha. A revelação veio a partir do dono da JBS por meio de um acordo com a Operação Lava Jato.</p>
<p>Porém, se a operação Carne Fraca não é o suficiente para repensar o consumo de carnes, existem outros motivos que podem causar uma reflexão e até mesmo a mudança de hábitos.</p>
<p>Basicamente três pontos sustentam correntes de pensamento que defendem o não consumo de animais: saúde, meio ambiente e ética. É o tripé que sustenta correntes como o vegetarianismo e o veganismo. Explanações e exemplos de cada um dos pontos apresentados anteriormente serão apresentados a seguir.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Meio ambiente</strong></p>
<p>Muitas pessoas não sabem, mas a indústria agropecuária causa muitos impactos ao meio ambiente. É uma preocupação constante, por exemplo, reduzir o consumo doméstico de água. No entanto, a indústria agropecuária consome bastante água. Estima-se que sejam gastos cerca de 15.4 mil litros de água para se produzir apenas um quilograma de carne bovina, 4.3 mil litros de água para se produzir um quilograma de carne de frango e 1000 litros de água para cada quilograma de leite produzido.<sup>[1]</sup></p>
<p>Para efeito comparativo, é gasto apenas 290 litros de água para cada quilograma de batata produzida.<sup>[2]</sup></p>
<p>As granjas industriais também geram grande poluição visto que os dejetos de bilhões de animais são despejados em corpos d’água. Segundo dados governamentais dos Estados Unidos, divulgados pela United States Environmental Protection Agency no ano de no ano de 2004 “uma granja com muitos animais pode facilmente igualar-se a uma pequena cidade em termos de produção de dejetos”. Estas granjas despejam dejetos minimamente tratados que poluem além da água, do solo e do ar. Os dejetos possuem contaminantes, por exemplo, resíduos de antibióticos que estão presentes na alimentação de engorda dos animais.<sup>[3]</sup></p>
<p>A produção de um quilograma de carne bovina é responsável pela emissão de 335 kg de CO2, no Brasil. Isto pode ser comparado a dirigir um carro de médio porte por 1600 km. <sup>[4]</sup> Um dado ainda mais alarmante é que, considerando toda a cadeia (cultivo da ração, transporte e varejo da carne), estima-se que o setor pecuário é responsável por 14,5% das emissões de gases do efeito estufa globais provenientes de atividades humanas, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.<sup>[5]</sup></p>
<p>Para finalizar este ponto, a taxa de conversão alimentar é bastante desfavorável visto que para cada quilograma de carne bovina é necessário que animal coma entre 7 quilogramas de alimentos vegetais, como soja, milho, aveia e outros que compõem a ração animal. Isto implica, por exemplo, em maior desperdício de área plantada.<sup>[6]</sup></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<p>É importante ressaltar que as dietas que excluem o consumo carne não são exatamente um sinônimo de boa saúde. Da mesma forma, quem come carne pode sim ser muito saudável. Uma alimentação dita saudável é uma alimentação equilibrada, uma alimentação que fornece todos os nutrientes necessários e em quantidades adequadas para manutenção das funções do corpo.</p>
<p>Porém, estudos populacionais realizados em 2009 pela American Dietetic Association comparou grupos vegetarianos e não vegetarianos com estilo de vida similar e em diversas fases de suas vidas, mostram que os grupos vegetarianos têm menor incidência de todas as doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão, diabetes, obesidade, problemas cardíacos e alguns tipos de câncer.<sup>[7]</sup></p>
<p>É importante relembrar a importância de uma alimentação saudável associada a exercícios físicos, independente do tipo de dieta para manutenção de uma boa saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ética</strong></p>
<p>O principal pilar das correntes de direito dos animais é o princípio ético. O princípio ético parte do princípio de que animais são seres que merecem o direito à vida. Ou seja, os animais, não só aqueles que são sacrificados na pecuária, são seres que sofrem, possuem emoções e até mesmo algum grau de consciência. Por isso não devem ser explorados.</p>
<p>Em 2012, um grupo internacional de neurocientistas, baseando-se em evidências científicas declarou que animais não humanos como mamíferos, aves e outros como polvos, “possuem substratos neurológicos que indicam estados de consciência e a capacidade de exibir comportamentos intencionais”. Ou seja, possuem sensciência: capacidade dos seres de sentir algo de forma consciente, sejam emoções ou sentimento, além da capacidade de percepção do que o rodeia.<sup>[8]</sup></p>
<p>Além disso, a indústria que explora os animais possui alta demanda, sendo assim, se aproxima bastante de outros setores industriais que necessitam de produção em larga escala. Resultado: o sofrimento animal é praticamente indissociável.</p>
<p>Aves: são criadas em galpões grandes, mas com muitas aves que não possuem espaço para ciscar ou abrir suas asas, esses fatores causam estresse aos animais que costumam bicar uns aos outros. Por isso, costuma-se cortar o bico das aves com uma lâmina quente, causando bastante dor ao animal. Muitas aves apresentam fraturas em suas patas por engordarem rapidamente em seu curto tempo de vida (40 dias). As galinhas poedeiras ficam confinadas em gaiolas. Os pintos machos são mortos sufocados ou triturados, pois não são rentáveis à longo prazo por não colocar ovos e crescerem mais devagar.</p>
<p>Bois e vacas: apesar de serem criados na maior parte de sua vida de modo extensivo (soltos em grandes pastos), no Brasil, no final de suas vidas passam ao sistema intensivo de criação (confinados em pequenos espaços). Apesar de não ser a principal forma de criação no Brasil, a criação intensiva é muito comum em países como Estados Unidos e na Europa, que possui menor extensão territorial. Vacas são animais de grande porte que precisam de espaço para se alimentar e ter uma boa qualidade de vida. A indústria do leite é, também, bastante cruel. As vacas leiteiras produzem leite ao estarem grávidas, portanto, estas são fertilizadas constantemente por inseminação artificial. Os bezerros são separados da sua progenitora e não são amamentados já que o leite produzido pela vaca deve ser destinado para demanda comercial. Qual o destino dos bezerros na indústria leiteira? São confinados em espaços minúsculos e presos para que não se movimentem, assim, sua carne se mantém pobre em ferro, além de ser uma carne macia devido ao repouso forçado do animal. Ele é, então, abatido para produção de carne de vitela ou vitelo. Uma carne de alto valor e bastante apreciada.</p>
<p>Porcos: na indústria de suínos a produção é quase que totalmente intensiva. Os animais são confinados, sendo os porcos animais grandes com bastante massa. Assim como as aves, devido ao pequeno espaço e muitos animais ocupando o mesmo local, muitos porcos apresentam comportamento canibal mordendo o rabo de outros porcos. Para que isto não aconteça o rabo dos porcos é cortado sem nenhum tipo de anestesia. Também é comum a castração dos filhotes de porcos, os trabalhadores costumam castrar os animais com as mãos e sem nenhuma anestesia. Porcos costumam apresentar fraturas devido à engorda do animal que deve ficar grande em um pequeno espaço de tempo a fim de manter a lucratividade do negócio.</p>
<p>São práticas constantes e presentes na indústria além de serem extremamente ligadas com questões de viabilidade econômica da atividade.</p>
<p>Infelizmente a exploração e sofrimento causado pela indústria animal não se restringe apenas aos animais não humanos visto que, em 2016, o setor pecuário liderou o ranking dos setores que mais possuem trabalho escravo, juntamente com a indústria de madeira e café.<sup>[9]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>A indústria pecuária está ligada a grandes impactos ao meio ambiente, a emissão de gases estufa é maior que a emissão por parte dos transportes. Existem estudos que mostram que dietas sem carne podem ser saudáveis e grupos de pessoas que excluem as carnes da alimentação possuem menor chance de desenvolverem doenças crônicas.</p>
<p>A pecuária é bastante cruel aos animais como exposto anteriormente, mas esta atividade também pode ser cruel com pessoas que são escravizadas.</p>
<p>O não consumo de carne é possível e pode ser positivo para meio ambiente, para sua saúde e para os animais. Sejam estes humanos ou não humanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>[1] Mekonnen, M.M. and Hoekstra, A.Y. (2010) <strong>The green, blue and grey water footprint of farm animals and animal products, Value of Water Research Report Series</strong> No. 48, UNESCO-IHE, Delft, the Netherlands;</p>
<p>[2] Mekonnen, M.M. and Hoekstra, A.Y. (2011) <strong>The green, blue and grey water footprint of crops and derived crop products, Hydrology and Earth System Sciences</strong>, 15(5): 1577-1600.</p>
<p>[3] UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. <strong>Risk Management Evaluation For Concentrated Animal Feeding Operations.</strong> Cincinnati, 2004;</p>
<p>[4] Schmidinger, K. &amp; Stehfest, E. <strong>Int J Life Cycle Assess</strong> (2012) 17: 962. doi:10.1007/s11367-012-0434-7;</p>
<p>[5] Gerber, P.J., Steinfeld, H., Henderson, B., Mottet, A., Opio, C., Dijkman, J., Falcucci, A. &amp; Tempio, G. 2013. <strong>Tackling climate change through livestock – A global assessment of emissions and mitigation opportunities.</strong> Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), Rome;</p>
<p>[6] HIATH, M. <strong>A insustentabilidade ecológica da produção mundial de carne.</strong><em> 10 p. Disponível em </em>&lt;http://www.abolicionismoanimal.org.br/artigos/ainsustentabilidadeecolgicadaprodu_omundialdecarne.pdf&gt;. 29/05/2017</p>
<p>[7] AMERICAN DIETETIC ASSIOCIATION. <strong>Journal of the AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION.</strong> <em>Position of the American Dietetic Association: Vegetarian Diets. </em>Volume 109 Number 7, 2009;</p>
<p>[8] <strong>Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos. </strong>Disponível em: &lt;<a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos">http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos</a>&gt;. Acesso em 19 de maio de 2017.</p>
<p>[9] DE OLHO NOS RURALISTAS.<strong> Pecuária, café e madeira lideraram casos de trabalho escravo em 2016. </strong>Disponível em: &lt;<a href="http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/19/pecuaria-cafe-e-madeira-lideraram-casos-de-trabalho-escravo-em-2016/">http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/19/pecuaria-cafe-e-madeira-lideraram-casos-de-trabalho-escravo-em-2016/</a>&gt;. Acesso em 19 de maio de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Recomendações:</strong></p>
<p>Filme documentário Terráqueos &#8211; Faça a Conexão: <a href="http://www.terraqueos.org/">http://www.terraqueos.org/</a></p>
<p>Filme documentário Cowspiracy – O Segredo da Sustentabilidade: <a href="http://www.cowspiracy.com/">http://www.cowspiracy.com/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fonte da imagem de chamada:</strong> https://pbs.twimg.com/media/C7ZhrSfXQAEQMcT.jpg. Acesso em 30 de maio de 2017.</p>
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		<title>A criação do MCTIC e a relevância política da Ciência no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 01 May 2017 12:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Matheus dos Santos Silva]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Em primeiro lugar é importante afirmar que esse texto busca levantar alguns dados e abordar algumas considerações a respeito do contexto científico do Brasil. A iniciativa desse texto é oriunda da fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MINICOM) para a formação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar é importante afirmar que esse texto busca levantar alguns dados e abordar algumas considerações a respeito do contexto científico do Brasil. A iniciativa desse texto é oriunda da fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MINICOM) para a formação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)<sup>1</sup> no início do Governo Temer junto a uma série de reformas ministeriais como intuito de reduzir os gastos com os mesmos. Essa ação foi acompanhada por uma série de manifestações de instituições de caráter científico como a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)<sup>2 </sup>se colocando contra esse processo, afirmando a incompatibilidade das pautas de cada um dos ministérios. O MCTI foi criado em 1985 e era chamado apenas de Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Ao longo de sua história já passou por diversas demandas inconvenientes impostas pelo governo, como a incorporação do MCT ao Ministério da Indústria e comércio (MDIC) em janeiro de 1989 e sua recriação em novembro do mesmo ano; essa situação de extinção e recriação ocorreu também na gestão dos presidentes Collor (extinção do MCT em 1990 e transformação em secretaria) e Itamar Franco(recriação do MCT em 1992, seguida de muitos cortes de verba).Nesses períodos é importante mostrar também a inconstância na manutenção do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNCT)<sup>3,4</sup>.</p>
<div id="attachment_1955" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/04/Sem-título4.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group1954"><img class="size-full wp-image-1955" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/04/Sem-título4.png" alt="FNCT (Valores à direita em R$ Milhões constantes) Fonte: ADUFC" width="571" height="261" /></a><p class="wp-caption-text">FNCT (Valores à direita em R$ Milhões constantes) Fonte: ADUFC</p></div>
<p style="text-align: justify;">Houve uma recuperação do FNDCT durante o 2° Governo de Fernando Henrique Cardoso(1999-2002) e uma reestruturação nas redes de pesquisa, que seguiu junto a uma posterior melhoria na escolha de investimentos na área com o Plano de ações de Ciência e Tecnologia(2003-2010), quando o MCT passou a ser chamado MCTI. E até o período recente vinha tendo um aumento de investimento no âmbito, todavia durante o 2°governo Dilma sofreu corte de 25% dos recursos entre 2014 e 2015 e no 1° semestre de 2016 a expectativa de recursos disponíveis era de três bilhões (a menor em 12 anos)<sup>5</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">A criação do MCTIC é apenas mais uma consequência de uma crise político-financeira que assola o país. Uma fusão semelhante quase ocorreu com os Ministérios da Cultura e o Ministério da Educação, mas esta união não se concretizou devido a pressão, principalmente da comunidade de artistas cênicos<sup>6</sup>. Essa visível falta de relevância da comunidade científica quando comparada com aqueles que se manifestaram perante a segunda fusão da Cultura e Educação, demonstra a falta de contato da ciência Brasileira com o público civil. Dessa forma, o governo não acredita que irá incomodar muitos eleitores com cortes nessa área, ao contrário da Cultura e educação que possuem locutores que as defendem com bastante relevância perante a população.</p>
<div id="attachment_1956" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/04/Sem-título21.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group1954"><img class="size-full wp-image-1956" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/04/Sem-título21.png" alt="Manifestantes contra a fusão do Ministério da Cultura e Educação  Fonte: NEXO" width="571" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestantes contra a fusão do Ministério da Cultura e Educação<br />Fonte: NEXO</p></div>
<p style="text-align: justify;">No Brasil existem projetos de extensão e divulgação científica que visam através de serviços demonstrarem a importância da ciência à população<sup>7</sup>. Todavia, falta a esses projetos um apoio mais unificado dos profissionais de ciência em geral, a fim de alcançar uma maior fração da população.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo o alcance científico da população em mente, também é importante falar da situaçãodos espaços de ciência no Brasil, como Museus que começaram a ser criados junto a chegada da família real Portuguesa e,desde a década de 80, seguindo modelos Franceses e Norte Americanos, começaram a ser mais voltados a experimentação direta, como o Espaço Ciência Viva do Rio de Janeiro e o Seara da Ciência da UFC<sup>8</sup> em Fortaleza.Esses seriam os melhores ambientes para a divulgação científica<sup>9</sup>, porém essas instituições se concentram muito na região sudeste e sul<sup>10</sup>, e em muitos casos estão localizadas em espaços menos populosos, distantes da fração da população com menor poder aquisitivo. A criação desses ambientes costuma ser benéfica, porém é necessário um pensamento mais acurado para que parte da população seja atingida por essas ideias.</p>
<div id="attachment_1957" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/04/Sem-título31.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group1954"><img class="size-full wp-image-1957" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/04/Sem-título31.png" alt="Vista de uma escola ao Seara da Ciência. Fonte: EEM Wladimir Roriz" width="571" height="429" /></a><p class="wp-caption-text">Vista de uma escola ao Seara da Ciência. Fonte: EEM Wladimir Roriz</p></div>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com projetos e espaços para a disseminação de conhecimento científico voltado a leigos, ainda falta incentivo, tendo em vista o fato de que os pesquisadores no Brasil são avaliados principalmente por quanto e onde publicam textos acadêmicos, mas não tanto pela divulgação e extensão que podem fazer<sup>11</sup>. Dessa forma, isso pode explicar a falta de iniciativa da maior parte dos cientistas em contatar o público, ao contrário de outros países onde cientistas precisam manter esse diálogo. Um exemplo dessa necessidade está nos EUA, onde isso é necessário para conseguir verba de origem privada para pesquisa e para concluírem sua formação precisam fazer trabalhos voluntários.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma iniciativa que valoriza contato do público e a comunidade acadêmica dificilmente partirá do governo, o qual vê a pesquisa como um recurso de luxo, não um investimento essencial, tanto que em situações de crise suas verbas são rapidamente cortadas. Portanto, caberia aos cientistas justamente nesse momento a iniciativa de se fazerem presentes perante a população. Entretanto, a própria classe não é muito unida. Projetos isolados ajudam, mas não mudam o contexto total.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha última ressalva sobre a criação do MCTIC está na partilha da verba.O governo terá de dividi-la para os cientistas desunidos e pouco relevantes no sentido eleitoral e os profissionais da comunicação que estão ligados as grandes empresas de telefonia e canais de televisão. É relativamente previsível que a organização deixada pelo antigo MCTI será abalada nessa nova gestão. Busquei tratar nesse texto elementos que levassem àqueles que trabalham com ciência nesse país a reconsiderar o quanto as pessoas sabem a respeito do que trabalham e sobre o quanto podem contribuir com a situação do seu meio.</p>
<p style="text-align: justify;">Á aqueles que chegarem ao final desse texto, desde já minhas considerações.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>[1] &#8211; CONSELHO NACIONAL DAS FUNDAÇÕES ESTADUIAIS DE AMPARO Á PESQUISA. <strong>Fusão de ministérios é confirmada, apesar de desaprovação da comunidade científica</strong>. Disponível em:&lt;http://confap.org.br/news/fusao-de-ministerios-e-confirmada-apesar-de-desaprovacao-da-comunidade-cientifica/&gt;.Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[2] &#8211; SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA. <strong>Manifesto contra fusão do MCTI com Comunicações</strong>. Disponível em: &lt;http://www.sbpcnet.org.br/site/noticias/materias/detalhe.php?id=5077&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[3] &#8211; UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. <strong>Panorama da Ciência e Tecnologia no Brasil: uma visão pessoal. </strong>Disponível em: &lt;http://adufc.org.br/wp-content/uploads/2016/09/Palestra-SergioRezende.pdf&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[4] &#8211; YOUTUBE. <strong>Sérgio Rezende – palestra sobre a fusão do MCTI – ADUFC – sindicato. </strong>Disponível em: &lt;https://www.youtube.com/watch?v=TiT8lSAwoys&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[5] &#8211; ESTADÃO. <strong>Ciência perde R$ 1 bi e bolsas são congeladas</strong>.  Disponível em:&lt;http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,com-menor-verba-em-12-anos&#8211;ciencia-perde-r-1-bi-e-bolsas-sao-congeladas,1855374/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[6] &#8211; G1 JORNA LNACIONAL. <strong>Michel Temer volta atrás e anuncia a recriação do Ministério da Cultura. </strong>Disponível em:&lt;http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/05/michel-temer-volta-atras-e-anuncia-recriacao-do-ministerio-da-cultura.html&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[7] &#8211; NEXO. <strong>O que a ciência está fazendo para se aproximar da sociedade. </strong>Disponível em: &lt;https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/05/13/O-que-a-ci%C3%AAncia-est%C3%A1-fazendo-para-se-aproximar-da-sociedade&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[8] &#8211; CONGRESSO NACIONAL DE EDUAÇÃO. <strong>A Seara da Ciência/UFC: onde é proibido não mexer! </strong>Disponível em: &lt;http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD1_SA13_ID2031_19082016211933.pdf&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[9] &#8211; <strong>ARTIGO</strong>: <strong>Museus de Ciências, Coleções e Educação: relações necessárias</strong>. Disponível em:&lt;http://www.geenf.fe.usp.br/v2/wp-content/uploads/2012/10/museologia_marandino2009.pdf/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[10]-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CENTROS E MUSEUS DE CIÊNCIA. <strong>Guia de centos e museus da ciência do Brasil 2015. </strong>Disponível em: &lt;http://www.abcmc.org.br/publique1/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1740&amp;sid=10&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>[11]-SCIENCE BLOGS BRASIL. <strong>A ciência brasileira está em crise e a culpa é dos cientistas. </strong>Disponível em: &lt;http://scienceblogs.com.br/rainha/2015/09/a-ciencia-brasileira-esta-em-crise-e-a-culpa-e-dos-cientistas/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>DIRETO DA CIÊNCIA. <strong>O Ministério da Ciência incorporou ou foi incorporado ao das Comunicações?</strong> Disponível em: &lt;http://www.diretodaciencia.com/2016/05/11/mcti-incorporou-ou-incorporado/&gt;.  Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÕES E COMUNICAÇÕES. <strong>Políticas de ciência e tecnologia saíram fortalecidas com fusão de ministérios.</strong> Disponível em: &lt;http://www.mcti.gov.br/pagina-noticia/-/asset_publisher/IqV53KMvD5rY/content/politicas-de-ciencia-e-tecnologia-sairam-fortalecidas-com-fusao-de-ministerios&gt;.  Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>EBC AGÊNCIA BRASIL. <strong>Entidades científicas são contra o fim do Ministério da Ciência e Tecnologia. </strong>Disponível em: &lt;http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2016-05/entidades-cientificas-sao-contra-fusao-dos-ministerios-de-cti-e&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>CARTA CAPITAL. <strong>“Brasil vai perder muitos cérebros com o fim do ministério da ciência” por Deutsche Welle. </strong>Disponível em:&lt;https://www.cartacapital.com.br/politica/brasil-vai-perder-muitos-cerebros-com-fim-do-ministerio-da-ciencia&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM JORNALISMO. <strong>Comunidade científica se manifesta contra fusão de ministérios. </strong>Disponível em: &lt;http://sbpjor.org.br/sbpjor/2016/06/01/comunidade-cientifica-se-manifesta-contra-fusao-de-ministerios/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>LUCIANA SANTOS. <strong>Ciência e Tecnologia discuteconseqüências da fusão dos ministérios de CTI e Comunicações</strong>. Disponível em:&lt;http://deputadaluciana.com.br/ciencia-e-tecnologia-discute-consequencias-da-fusao-dos-ministerios-de-cti-e-comunicacoes/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>CAMARA DOS DEPUTADOS. Disponível em: &lt;http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/documentos/notas-taquigraficas/2016/nt-2016-06-15-fusao-mcti-mc&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>MCTI. <strong>Ministro defende fórum permanente para consolidar CT&amp;I como setor estratégico.</strong> Disponível em: &lt;http://www.mcti.gov.br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/ministro-defende-forum-permanente-para-consolidar-ct-i-como-setor-estrategico&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>DIRETO DA CIÊNCIA. <strong>Criação de novos ministérios comprova descaso de Temer com a ciência. </strong>Disponível em: &lt;http://www.diretodaciencia.com/2017/02/03/criacao-de-novos-ministerios-comprova-descaso-de-temer-com-a-ciencia/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DA INDÚTRIA DE HIGIENE PESSOAL, PERFUMARIA E COSMÉTICOS. <strong>Fusão MCTI / MiniCom</strong>. Disponível em: &lt;https://abihpec.org.br/2016/06/fusao-mcti-minicom/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>CONVERGÊNCIA DIGITAL. <strong>“Sigo contrário à fusão do MiniCom com o MCTI”. </strong>Disponível em: &lt;http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&amp;infoid=42878&amp;sid=133&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO. <strong>Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, 2016-2019. </strong>Disponível em: &lt;http://www.mcti.gov.br/documents/10179/1712401/Estrat%C3%A9gia+Nacional+de+Ci%C3%AAncia%2C%20Tecnologia+e+Inova%C3%A7%C3%A3o+2016-2019/0cfb61e1-1b84-4323-b136-8c3a5f2a4bb7&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>DIRETO DA CIÊNCIA. <strong>Pressão política deixa Kassab sem respostas sobre demissão na CNEN e corte de verbas. </strong>Disponível em: &lt;http://www.diretodaciencia.com/2017/03/27/pressao-politica-deixa-kassab-sem-respostas-sobre-demissao-na-cnen-e-corte-de-verbas/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>NEXO. <strong>O investimento em pesquisa no Brasil por área,gênero e modalidade. </strong>Disponível em: &lt;https://www.nexojornal.com.br/grafico/2017/01/24/O-investimento-em-pesquisa-no-Brasil-por-%C3%A1rea-g%C3%AAnero-e-modalidade&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>NEXO. <strong>Os gastos dos ministérios do Brasil desde a independência. </strong>Disponível em: &lt;https://www.nexojornal.com.br/grafico/2017/01/16/Os-gastos-dos-minist%C3%A9rios-no-Brasil-desde-a-Independ%C3%AAncia&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>DRAGÕES DE GARAGEM. <strong>Primeiros passos para a volta do MCTI. </strong>Disponível em: &lt;http://scienceblogs.com.br/dragoesdegaragem/2016/05/primeiros-passos-para-volta-do-mcti/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>DRAGÕES DE GARAGEM. <strong>Dragões de Garagem especial podentender #9 fusão do MCTI. </strong>Disponível em: &lt;http://dragoesdegaragem.com/podcast/dragoes-de-garagem-especial-podentender/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>JORNAL DA CIÊNCIA. <strong>No senado, cientistas reforçam repúdio à fusão do ministério de CT&amp;I. </strong>Disponível em: &lt;http://www.jornaldaciencia.org.br/no-senado-cientistas-reforcam-repudio-a-fusao-do-ministerio-de-cti/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>EL PAÍS. <strong>Incêndios nos museus: máfia e burocracia destroem a cultura em Sãoo Paulo. </strong>Disponível em: &lt;http://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/26/politica/1456513671_515845.html&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>REVISTA APURO. <strong>#AlgoATemer: A Ciência Brasileira Resiste. </strong>Disponívell em: &lt;https://medium.com/revista-apuro/algoatemer-a-ci%C3%AAncia-brasileira-resiste-b61e5d5b30c4&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>DIRETO DA CIÊNCIA. <strong>A qualidade da ciência brasileira exige realmente a volta do MCTI? </strong>Disponível em: &lt;http://www.diretodaciencia.com/2016/06/21/qualidade-ciencia-brasileira-exige-volta-mcti/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>JC NOTÍCIAS. <strong>8.Critérios de produção científica no CNPq, artigo de Nagib Nassar. </strong>Disponível em:&lt;http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/8-criterios-de-producao-cientifica-no-cnpq-artigo-de-nagib-nassar/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>JC NOTÍCIAS. <strong>Professor da UnB comenta questão dos critérios para concessão de bolsas de produtividade do CNPq. </strong>Disponível em:&lt;http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/21-professor-da-unb-comenta-questao-dos-criterios-para-concessao-de-bolsas-de-produtividade-do-cnpq/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>NIT. <strong>Debate sobre a fusão do MCTI e o Ministério das Comunicações. </strong>Disponível em: &lt;http://nit.uesc.br/portal/2016/05/24/debate-sobre-a-fusao-entre-o-mcti-e-o-ministerio-das-comunicacoes/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>DRAGÕES DE GARAGEM. <strong>Dragões de Garagem #75 Espaços de Ciência no Brasil. </strong>Disponível em: &lt;http://scienceblogs.com.br/dragoesdegaragem/2016/04/dragoes-de-garagem-75-espacos-de-ciencia-no-brasil/&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017</p>
<p><strong>Fontes das Imagens:</strong></p>
<p>Imagem 1: &lt;http://adufc.org.br/wp-content/uploads/2016/09/Palestra-SergioRezende.pdf&gt;.Acesso em 21 de Abril de 2017.</p>
<p>Imagem 2:&lt;https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/05/18/Qual-%C3%A9-a-import%C3%A2ncia-do-Minist%C3%A9rio-da-Cultura-e-o-efeito-da-fus%C3%A3o-com-a-Educa%C3%A7%C3%A3o&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>Imagem 3: &lt;http://wladimirroriz.blogspot.com.br/2013/10/aula-no-seara-da-ciencia.html&gt;. Acesso em 21 de abril de 2017.</p>
<p>Imagem de chamada: Roberto Stuckert Filho/PR.  Disponível em: &lt;http://fotospublicas.com/palacio-do-planalto-iluminado-de-verde-e-amarelo&gt;. Acesso em 27 de abril de 2017.</p>
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