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	<title>PET Química UFC &#187; Jéssica Quinto</title>
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		<title>Como remover adequadamente os filtros solares da face?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Oct 2019 19:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Quinto]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os filtros solares não são considerados medicamentos, porém é essencial ter o hábito de sua aplicação para propósito de saúde pública. Fazendo-se necessário o uso para auxiliar na proteção dérmica contra os perigos relacionados aos efeitos da radiação solar, a remoção eficiente desses produtos também requer atenção para evitar possíveis obstruções nos poros, podendo levar [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os filtros solares não são considerados medicamentos, porém é essencial ter o hábito de sua aplicação para propósito de saúde pública. Fazendo-se necessário o uso para auxiliar na proteção dérmica contra os perigos relacionados aos efeitos da radiação solar, a remoção eficiente desses produtos também requer atenção para evitar possíveis obstruções nos poros, podendo levar à uma demasiada proliferação de bactérias e iniciando um processo inflamatório de vários graus.</p>
<p>Tais produtos possuem uma composição química dividida basicamente entre os seus ingredientes ativos e os seus veículos, os quais podem ser loções hidro-alcoólicas, loções emulsionadas, cremes e géis. Deste modo, as formulações dos filtros solares devem atender à uma solubilidade conveniente, que seja resistente à água e ao suor e possuir uma fixação satisfatória, mesmo sendo crucial a sua reaplicação a cada duas horas.</p>
<p>Com isso,  Chen et al iniciou estudos para avaliar a eficiência de remoção dos filtros solares em três métodos: com água, foaming cleanser (espuma de limpeza) e cleansing oil (óleo de limpeza) e utilizou dois tipos de filtros solares: os que denominam-se à prova d’água e os que não denominam-se à prova d’água e verificou a porção residual encontrada na pele após a lavagem em cada um dos métodos.</p>
<p style="text-align: center;">Figura 1: Ilustração dos diferentes meios de remoção utilizados por Chen et al.</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/10/b.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group3751"><img class="aligncenter size-full wp-image-3752" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/10/b.jpg" alt="b" width="896" height="400" /></a>                                                Fonte: [1]                                         Fonte: [2]                                       Fonte: [3]</p>
<p>Com o apoio de 20 voluntários, o estudo indicou que a remoção dos dois tipos de filtros solares analisados utilizando somente água é ineficiente, deixando uma sensação oleosa na face. Quanto ao filtro solar que não denomina-se à prova d’água, foaming cleanser e cleansing oil são suficientes para uma limpeza apropriada e devido à boa resistência dos componentes filmogênicos inseridos na formulação, os filtros solares que denominam-se à prova d’água podem ser removidos satisfatoriamente, apresentando baixa quantidade de resíduos retidos na pele com cleansing oil se comparados com a limpeza utilizando foaming cleanser.</p>
<p>Observando os resultados obtidos por Chen et al, uma justificativa para a melhor remoção com cleansing oil seria o alto caráter graxo das formulações de filtros solares que se denominam à prova d’água e concomitante à pele que produz sebo proveniente das glândulas sebáceas, o cleansing oil apresenta-se como um produto de elevado potencial para limpeza de pele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>
<p>CHEN, Wei et al. The optimal cleansing method for the removal of sunscreen: Water, cleanser or cleansing oil? <strong>Journal of cosmetic dermatology</strong>, 2019.</p>
<p>CORTEZ, Diógenes Aparício Garcia et al. O conhecimento e a utilização de filtro solar por profissionais da beleza. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, v. 21, p. 2267-2274, 2016.</p>
<p>DA SILVA CABRAL, Lorena Dias; DE OLIVEIRA PEREIRA, Samara; PARTATA, Anette Kelsei. Filtros solares e fotoprotetores–uma revisão. <strong>Infarma-Ciências Farmacêuticas</strong>, v. 25, n. 2, p. 107-110, 2013.</p>
<p>FLOR, Juliana; DAVOLOS, Marian Rosaly; CORREA, Marcos Antonio. Protetores solares. <strong>Química nova</strong>, p. 153-158, 2007.</p>
<p>SCHALKA, Sergio; DOS REIS, Vitor Manoel Silva. Fator de proteção solar: significado e controvérsias. <strong>An Bras Dermatol</strong>, v. 86, n. 3, p. 507-15, 2011.</p>
<p>1º Fragmento da Figura 1 Disponível em: https://coreaboos.com/products/klairs-rich-moist-foaming-cleanser-hypoallergenic-low-ph Acesso em: 01/10/2019.</p>
<p>2º Fragmento da Figura 1 Disponível em: https://www.cocokind.com/products/organic-facial-cleansing-oil Acesso em: 01/10/2019.</p>
<p>3º Fragmento da Figura 1 Disponível em: https://www.asistenciasegovianaseguros.com/es/producto/REPARACIONES-DE-FONTANERIA/ Acesso em: 01/10/2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Desenvolvimento de fotografias instantâneas</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2019 12:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Quinto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A música Hey Ya! lançada em 2003 pelo grupo de Hip Hop OuKast, foi uma das músicas que permaneceu na primeira posição em um ranking musical dos Estados Unidos referente aos cem hits mais vendidos na semana, chamada Billiboard Hot 100, publicada desde 1955 pela revista Billiboard, uma revista que reúne inúmeros dados sobre a [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A música Hey Ya! lançada em 2003 pelo grupo de Hip Hop OuKast, foi<br />
uma das músicas que permaneceu na primeira posição em um ranking musical<br />
dos Estados Unidos referente aos cem hits mais vendidos na semana,<br />
chamada Billiboard Hot 100, publicada desde 1955 pela revista Billiboard, uma<br />
revista que reúne inúmeros dados sobre a indústria musical e de referência<br />
mundial.<br />
Nessa canção, um trecho específico teve consequências inesperadas,<br />
gerando grande repercussão e várias pessoas até hoje não entendem a<br />
relação entre os fatos. Em determinado momento, ouve-se “Shake it like a<br />
Polaroid Picture” que traduzindo para o português, significa: “Mexa-se como<br />
uma fotografia de Polaroid”. No videoclipe oficial, em aproximadamente 04:00<br />
minutos, observa-se garotas balançando as fotografias de impressão<br />
instantânea, reveladas pelo dispositivo vendido pela empresa Polaroid, que na<br />
época, teve um ápice de vendas. Esse acontecimento levou a empresa</p>
<p style="text-align: justify;">Polaroid a emitir uma nota a respeito da qualidade das fotografias quando<br />
balançadas freneticamente.<br />
A Polaroid foi desenvolvida pelo físico americano Edwin H. Land em<br />
1947, sendo a primeira câmera a obter um processo para revelar fotos cerca<br />
alguns minutos após serem capturadas. A Figura 1 mostra a parte interna de<br />
uma câmera Polaroid. Antes do seu desenvolvimento, a revelação das fotos<br />
coloridas decorria de lentos procedimentos, levando dias para serem<br />
visualizadas.</p>
<p style="text-align: center;">Figura 1: Câmera Polaroid em processo de captura de imagem.</p>
<div id="attachment_3328" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/figura-1.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group3325"><img class="size-medium wp-image-3328" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/figura-1-300x215.jpg" alt="Fonte: https://magazine.polaroidoriginals.com/behind-the-magic-of-polaroid/" width="300" height="215" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: https://magazine.polaroidoriginals.com/behind-the-magic-of-polaroid/</p></div>
<p style="text-align: justify;">A película fotográfica utilizada na Polaroid é a base que contém os<br />
haletos de prata, sensíveis à luz que chega na mesma através da lente da<br />
câmera. Quando a luz incide nesta película, as partículas do metal ficam<br />
depositadas na região onde a luz atinge. A Figura 2 mostra que, devido à<br />
proporcionalidade de acúmulo das partículas de prata com a luz incidente, a<br />
região com considerável exposição será mais escura do que as áreas menos<br />
expostas.</p>
<p style="text-align: center;">Figura 2: Imagem original e seu negativo.</p>
<div id="attachment_3330" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/figura-2.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group3325"><img class="size-medium wp-image-3330" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/figura-2-300x166.jpg" alt="Fonte:https://www.dicasecuriosidades.net/2018/05/como-funcionam-as-fotos-polaroid.html" width="300" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte:https://www.dicasecuriosidades.net/2018/05/como-funcionam-as-fotos-polaroid.html</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a fotografia possuir cores, é então necessário que a película base<br />
possua múltiplas camadas com componentes químicos, a Figura 2 mostra as<br />
camadas presentes no filme fotográfico.</p>
<p style="text-align: center;">Figura 3: Camadas presentes no filme fotográfico instantâneo.</p>
<div id="attachment_3331" style="width: 211px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/figura-3-e1558270101353.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group3325"><img class="size-medium wp-image-3331" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/figura-3-201x300.jpg" alt="Fonte: https://www.tecmundo.com.br/fotografia-e-design/42464-como-funciona-um-filme- instantaneo-.htm." width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: https://www.tecmundo.com.br/fotografia-e-design/42464-como-funciona-um-filme-<br />instantaneo-.htm.</p></div>
<p>Quando a luz branca incide, por exemplo, na primeira camada sensível,<br />
ela absorve a cor azul, refletindo assim, a cor amarela. Logo, debaixo de cada<br />
camada sensível, haverá uma camada de revelador da respectiva cor<br />
observada, de acordo com o método subtrativo, exibido na Figura 3.</p>
<p style="text-align: center;">Figura 4: Sistema de reflexão de Luz CMY (ciano, magenta, amarelo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_3332" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/imagem-4.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group3325"><img class="size-medium wp-image-3332" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/imagem-4-300x124.jpg" alt="Fonte: https://gerenciamentodecor.wordpress.com/2016/02/20/cores-sistema-aditivo-e- substrativo/" width="300" height="124" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: https://gerenciamentodecor.wordpress.com/2016/02/20/cores-sistema-aditivo-e-<br />substrativo/</p></div>
<p>Todas essas camadas ficam no topo de uma camada de base preta.<br />
Abaixo da camada de imagem, encontra-se o chamado reagente, situado na<br />
parte inferior da película. Após o clique de captura da imagem, a película é<br />
ejetada para fora da câmera, passando entre um par de rolos, espalhando o<br />
reagente, como mostra a Figura 4. O reagente será o percursor da reação em<br />
cadeia para revelar e fixar a imagem, composto por opacificantes, álcali,<br />
pigmento branco e outros componentes.</p>
<p style="text-align: center;">Figura 5: Mecanismo de revelação de fotografias instantâneas.</p>
<div id="attachment_3334" style="width: 211px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/imagem-5.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group3325"><img class="size-medium wp-image-3334" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/05/imagem-5-201x300.jpg" alt="Fonte: https://www.flickr.com/photos/divinenephron/5893048827" width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: https://www.flickr.com/photos/divinenephron/5893048827</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A camada temporizadora, com nome autoexplicativo, desacelera a<br />
reação entre a camada ácida e o reagente, fornecendo tempo para coloração<br />
na camada de imagem. A camada de ácido reage com o álcali e os<br />
opacificantes no reagente, reduzindo a eficiência dos bloqueadores de luz<br />
(opacificantes), formando a imagem.</p>
<p>Quando a película é expelida da câmera, as substâncias químicas ainda<br />
estão em processo de finalização, ou seja, a película ainda está molhada,<br />
portanto, agitar as fotografias após a sua formação poderá danificar o resultado<br />
final da imagem.</p>
<p>A Empresa Polaroid advertiu aos consumidores que não era necessário<br />
agitar as fotografias para acelerar o processo de secagem, visto que por cima<br />
da imagem existia uma camada protetora de plástico transparente, logo, a<br />
imagem não seria exposta ao ar. A agitação excessiva no período de<br />
desenvolvimento da imagem segundo o site da polaroid “pode fazer com que<br />
partes do filme se separem prematuramente ou possam causar bolhas na imagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Referências bibliográficas:<br />
Como funciona um filme instantâneo? Disponível em:<br />
https://www.tecmundo.com.br/fotografia-e-design/42464-como-funciona-um-<br />
filme-instantaneo-.htm Acesso em 18/05/2019.<br />
Behind The Magic: Anatomy of a Polaroid Picture. Disponível em:<br />
https://magazine.polaroidoriginals.com/behind-the-magic-of-polaroid/ Acesso<br />
em: 18/05/2019.</p>
<p>How Instant Film Works. Disponível em:<br />
https://science.howstuffworks.com/innovation/everyday-innovations/instant-<br />
film1.htm Acesso em: 18/05/2019.<br />
La magia que se esconde tras uma Polaroid em um momento em el que la<br />
fotografia instantânea “está de moda”. Disponível em:<br />
https://www.xatakafoto.com/actualidad/la-magia-que-se-esconde-tras-una-<br />
polaroid-en-un-momento-en-el-que-la-fotografia-instantanea-esta-de-moda<br />
Acesso em: 18/05/2019.<br />
Marques, Fernanda do Nascimento. &amp;quot;A química da fotografia na perspectiva<br />
CTS de ensino.&amp;quot; (2012).<br />
Polaroids – To Shake Or Not To Shake? Disponível em:<br />
https://sophort.com/polaroids-to-shake-or-not-to-shake/ Acesso em:<br />
18/05/2019.<br />
Polaroid warns buyers not to “shake it”. Disponível em:<br />
http://edition.cnn.com/2004/TECH/ptech/02/17/polaroid.warns.reut/ Acesso em:<br />
18/05/2019.<br />
Queremos saber: Como funciona uma máquina de revelação instantânea<br />
(Polaroid)? Disponível em:<br />
http://seara.ufc.br/queremosaber/fisica/oldfisica/respostas/qr0182.htm Acesso<br />
em: 18/05/2019.</p>
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		<item>
		<title>Breve histórico sobre a origem da rede de dormir</title>
		<link>http://www.petquimica.ufc.br/breve-historico-sobre-a-origem-da-rede-de-dormir/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2018 18:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Quinto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A rede de dormir (ou descanso) possui origem indígena e seus primeiros registros constam a partir do século XV, como na carta de Pero Vaz de Caminha: “Eram de madeira, e das ilhargas de tábuas, e cobertas de palha, de razoada altura; todas duma só peça, sem nenhum repartimento, tinham dentro muitos esteios; e, de [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">A rede de dormir (ou descanso) possui origem indígena e seus primeiros registros constam a partir do século XV, como na carta de Pero Vaz de Caminha:</span></span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;">“<span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><i>Eram de madeira, e das ilhargas de tábuas, e cobertas de palha, de razoada altura; todas duma só peça, sem nenhum repartimento, tinham dentro muitos esteios; e, de esteio a esteio, uma rede atada pelos cabos, alta, em que dormiam.” </i></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><i>CAMINHA, Pero Vaz. &#8220;Carta de Pero Vaz de Caminha a D. Manuel datada de Porto Seguro em 1 de maio de 1500.&#8221; </i></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><i>A carta de Pero Vaz de Caminha. Rio de Janeiro, Livros de Portugal</i></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><i> (1943): 239-240.”</i></span></span></span></p>
<p class="western" align="justify"><a name="_GoBack"></a> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Sua funcionalidade outrora foi diversa, utilizada para dormir principalmente em regiões tropicais e em comunidades rurais como meio de transporte de enfermos e mortos, sendo empregada posteriormente para enterrá-los. Com a chegada dos portugueses, foi utilizada para transporte de mulheres, carregadas por escravos e como objeto de ornamentação de varandas. </span></span></span></p>
<p class="western" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Figura 1: Mulher transportada em rede.</span></span></span></p>
<div id="attachment_2904" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/12/rede.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2903"><img class="size-full wp-image-2904" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/12/rede.jpg" alt="Fonte: GUILLOBEL, Joaquim C. 1814." width="415" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: GUILLOBEL, Joaquim C. 1814.</p></div>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Desde o seu surgimento, sua matéria prima foi aprimorada e </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">atualmente, as redes são fabricadas por vários procedimentos e materiais. As fibras naturais mais utilizadas para tecelagem, realizados em um tear mecânico ou elétrico, são as vegetais de frutos ou sementes, como algodão, coco e tucum. Sendo estas, redes artesanais. Algumas são produzidas a partir de polímeros sintéticos, como o poliéster e a poliamida.</span></span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">A tradição da tecelagem manual pode ser encontrada em algumas regiões do Brasil e a produção de redes artesanais em algumas casas é a principal fonte de renda, sendo uma das profissões existentes que é transmitida por gerações. Assim, a rede de dormir tornou-se um símbolo cultural brasileiro, em especial nos estados do norte e nordeste do país.</span></span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Bibliografia</span></span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">AMARAL, Ivanilda Teixeira do. O SABER-FAZER DA TECELAGEM MANUAL DAS REDES DE DORMIR DE PEDRO II-PI: uma proposta de Inventário Participativo–TeMa. 2017.</span></span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">SOUZA, Edson Oliveira. Satisfação em serviços: expectativas e percepção dos usuários da linha Floresta: centro com a bilhetagem eletrônica. 2012.</span></span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">A história da rede de dormir. </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">&lt;http://redesantalucia.com.br/a-historia-da-rede-de-dormir/&gt; acesso em 27/11/2018.</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Breve histórico das rotas sintéticas para a vanilina &#8211; 4-hidróxi-3-metoxibenzaldeído – O aroma da baunilha.</title>
		<link>http://www.petquimica.ufc.br/breve-historico-das-rotas-sinteticas-para-a-vanilina-4-hidroxi-3-metoxibenzaldeido-o-aroma-da-baunilha/</link>
		<comments>http://www.petquimica.ufc.br/breve-historico-das-rotas-sinteticas-para-a-vanilina-4-hidroxi-3-metoxibenzaldeido-o-aroma-da-baunilha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2018 00:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Quinto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Química]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.petquimica.ufc.br/?p=2763</guid>
		<description><![CDATA[A vanilina é comumente conhecida na indústria de alimentos como o composto (dentre vários) mais presente no extrato natural de baunilha, sendo obtida da vagem de uma orquídea chamada Vanilla Planifola. A primeira publicação deste gênero de orquídea é datada de 1754, presente no Gardener’s Dictionary de Lenneus  Miller, com o nome de Vanilla. A [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A vanilina é comumente conhecida na indústria de alimentos como o composto (dentre vários) mais presente no extrato natural de baunilha, sendo obtida da vagem de uma orquídea chamada <em>Vanilla Planifola. </em>A primeira publicação deste gênero de orquídea é datada de 1754, presente no Gardener’s Dictionary de Lenneus  Miller, com o nome de Vanilla.</p>
<p>A produção da vanilina natural é um processo de alto custo, sendo realizado por meio de colheita das vagens e maturação. Dentro das vagens a vanilina está presente como gluco-vanilina e não possui as características de aroma da baunilha. Para essas características serem adquiridas é preciso que as vagens maturem sobre processo de secagem e umidificação. Este processo pode durar até seis meses, onde a gluco-vanilina é então hidrolisada enzimaticamente em glucose e vanilina. O rendimento da vanilina extraída por este processo é aproximadamente 2,5% em massa.</p>
<p>A vanilina natural também pode ser obtida pela extração com etanol (60% v/v) em temperaturas brandas ou por meio da extração com fluidos quentes, onde as vagens são postas sobre grades presentes em tanques de aço e o solvente circula por um período de aproximadamente duas semanas. Esta extração é o processo mais vantajoso para a obtenção da vanilina natural.</p>
<div id="attachment_2764" style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/09/Sem-título.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2763"><img class="size-full wp-image-2764" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/09/Sem-título.png" alt="Fonte: https://www.palmaverde.nl/nl/vanilla-planifolia-vanilleplant.html" width="516" height="234" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: https://www.palmaverde.nl/nl/vanilla-planifolia-vanilleplant.html</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os custos elevados e os pequenos rendimentos da produção de vanilina natural foram os fatores primários para impulsionar a pesquisa por rotas de produção de vanilina sintética.</p>
<p>Sendo um dos primeiros compostos isolados em sua forma consideravelmente pura por Nicolas-Theodore Gobley em 1858 através de uma evaporação do extrato formando um pó e posteriormente sendo recristalizado com água quente, a vanilina é um dos aromatizantes mais importantes, sendo amplamente utilizada em alimentos, bebidas e é usada também em produtos farmacêuticos, possuindo vários efeitos na prevenção de doenças, efeito antimutagênico, efeito antioxidante, efeito conservante e efeito antimicrobiano.</p>
<p>Os cientistas alemães Ferdinand Tiemann e Wilhelm Haarmann descobriram a sua estrutura química em 1874, podendo ser sintetizada a partir do eugenol, conhecido como essência de cravo estando presente em grande quantidade no óleo essencial de cravo da índia, porém a produção por esta rota sintética consumia grandes quantidades de reagentes, tornando a rota inviável comercialmente.</p>
<p>Após a desmotivação gerada pela rota sintética da vanilina a partir do eugenol, por meio de uma publicação anônima em 1875, surgiu a hipótese de que a vanilina poderia ser sintetizada a partir de substratos constituídos de lignina presente em um licor negro, que seria um licor residual das indústrias de papel e celulose, possuindo sólidos dissolvidos e uma vasta quantidade de substâncias químicas provenientes da degradação de lignina (fenóis de baixa e alta massa molar e de toxicidade reconhecida) e polissacarídeos.</p>
<p>Embora o novo processo motivasse grande interesse na época, o mesmo possuía seu lado negativo, como o fato de gerar um alto volume de resíduos tóxicos.</p>
<p>Atualmente, o método de obtenção da vanilina sintetizada é a partir do catecol, que é preparado pela hidroxilação catalisada por ácido de fenol com peróxido de hidrogênio.</p>
<p>O guaiacol é formado através da metilação do catecol e posteriormente é feita uma condensação do guaiacol com ácido glioxílico a temperatura ambiente, em condições ligeiramente alcalinas, seguido pela oxidação do ácido vanililmandélico, sendo necessário excesso de guaiacol para evitar possíveis subprodutos. A síntese se completa com a descarboxilação oxidativa do ácido 4-hidroxi-3-metoxifenil glioxílico, tendo a vanilina como produto final, como pode ser visto na figura 2.</p>
<p>Para obter o produto altamente puro, são realizadas destilações e subsequentes recristalizações. Este processo possui vantagem na qual, sob condições de reação, o radical glioxílico entra no anel aromático de guaiacol na posição “para”. Assim, processos de separação podem ser evitados.</p>
<div id="attachment_2765" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/09/Sem-título-1.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2763"><img class="size-full wp-image-2765" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/09/Sem-título-1.png" alt="Fonte: LOS PROCESOS SINTÉTICOS HACIA VAINILLINA, adaptado." width="600" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: LOS PROCESOS SINTÉTICOS HACIA VAINILLINA, adaptado.</p></div>
<p>Encontram-se ainda no mercado outros meios de produção da vanilina, como a produção biotecnológica de vanilina por microrganismos. Esta rota iniciou-se no ano 2000 com a empresa Rhodia, que foi a percussora da vanilina biossintética preparada a partir do ácido ferúlico por ação de microorganismos, possuindo baixo custo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p><strong>LOS PROCESOS SINTÉTICOS HACIA VAINILLINA</strong>. Disponível em: &lt;http://revistafi.com.br/upload_arquivos/201606/2016060711019001464891186.pdf&gt; Acesso em: 21/09/2018.</p>
<p><strong>VANILINA, UM AROMATIZANTE COM MÚLTIPLAS APLICAÇÕES</strong>.</p>
<p>Disponível em: &lt;http://aditivosingredientes.com.br/upload_arquivos/201603/2016030918856001459186774.pdf&gt; Acesso em: 21/09/2018.</p>
<p>RODRIGUES, João.<strong> Vanilina, molécula da semana</strong>, 2012. Disponível em: &lt;https://www.fciencias.com/2012/12/06/molecula-da-semana-vanilina/&gt; Acesso em: 21/09/2018.</p>
<p>DAUGSCH, Andreas et al. <strong>Obtenção de vanilina: oportunidade biotecnológica</strong>. Química Nova, 2005. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/%0D/qn/v28n4/25112.pdf&gt; Acesso em: 21/09/2018.</p>
<p>DE ACORDO COM PACHECO, Junior. Vanilina: <strong>Origem, Propriedades e Produção</strong>. Disponível em: &lt;http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc32_4/02-QS3909.pdf&gt; Acesso em: 21/09/2018.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O HIDROMEL EM THOR E HARRY POTTER</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 20:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Quinto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Em seu sexto filme, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, após Ron Weasley (Rupert Grint) ter comido bombons contendo uma poção do amor feita por Romilda Vane (Anna Shaffer) que na verdade eram para Harry (Daniel Radcliffe), Ron fica “enfeitiçado” e Harry decide pedir ajuda ao Professor Horácio E. F. Slughorn (Jim Broadbent), mestre [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em seu sexto filme, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, após Ron Weasley (Rupert Grint) ter comido bombons contendo uma poção do amor feita por Romilda Vane (Anna Shaffer) que na verdade eram para Harry (Daniel Radcliffe), Ron fica “enfeitiçado” e Harry decide pedir ajuda ao Professor Horácio E. F. Slughorn (Jim Broadbent), mestre de poções, que ajuda Ron desfazendo o encantamento e, para confraternizar com os meninos, o Profº abre uma garrafa de hidromel envelhecido em carvalho.</p>
<div id="attachment_2675" style="width: 462px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/08/Sem-título.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2674"><img class="size-full wp-image-2675" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/08/Sem-título.png" alt="Figura 1: Cena do filme Harry Potter e o enigma do Príncipe, [6]" width="452" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1: Cena do filme Harry Potter e o enigma do Príncipe, [6].</p></div>
<p style="text-align: justify;">No filme Vingadores: Era de Ultron (2015), em uma cena festiva, Thor (Chris Hemsworth) nega o pedido de um gole de sua bebida e relata sobre ela: “Ah, não, este aqui foi envelhecido durante mil anos, nos barris feitos dos destroços da frota de Grunhel, não foi feito para os mortais”.</p>
<div id="attachment_2676" style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/08/Sem-título-1.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2674"><img class="size-full wp-image-2676" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/08/Sem-título-1.png" alt="Figura 2:Party Scene - Avengers: Age ov Ultron (2015) Movie.[3]" width="459" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2:Party Scene &#8211; Avengers: Age ov Ultron (2015) Movie.[3]</p></div>
<p style="text-align: justify;">Conhecida como o “néctar dos deuses”, o hidromel é considerada como uma das mais antigas bebidas alcoólicas sendo consumida desde a Grécia antiga e sua história é cercada por mitologias, dentre elas a mitologia nórdica, o que supõe-se que a bebida da cena anterior descrita por Thor é um tipo de hidromel, já que ele é um Deus nórdico, filho de Odin, adorados pelos vinkings.</p>
<p style="text-align: justify;">A mitologia nórdica é constituída por elementos das tribos nativas do norte europeu, nascendo assim na Escandinávia e na Islândia, que por possuir poucas condições ambientais para sobrevivência humana e por conflitos sociais, faz da natureza um componente místico que deve ser venerado.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o norte europeu sendo convertido ao cristianismo, o culto aos deuses nórdicos foi aos poucos sendo esquecido e um fator forte nesta época se dá ao fato de que a história dos povos germânicos e escandinavos era escrita por cristãos, pois este tipo de conhecimento era dado para um grupo seleto, no caso, os missionários. Este é um fator que pode ser facilmente interpretado como capcioso, pois uma história escrita por impositores, levando ao declínio de uma parte cultural, não deveria ser tida como história real e concreta.</p>
<p>O Hidromel é uma bebida fermentada por leveduras em proporções adequadas de mosto contendo mel e água. No decorrer do tempo, a sua elaboração, que antes era comumente produzida artesanalmente, foi sendo aprimorada com inclusão de sucos de frutas e especiarias como pimentas, cravos, entre outros agentes como meios tecnológicos de processamento para melhorar a qualidade do hidromel, que está sendo apresentado na indústria de bebidas como um grande potencial de comercialização para consumidores que exigem delicadeza ao paladar. Sua primeira descrição é encontrada no livro dos Hinos, Rigveda, o documento mais antigo da literatura hindu.</p>
<p>Sendo o mel a matéria-prima principal da bebida, a sua produção em escala industrial é dificultada devido a matriz complexa do mel, o que pode levar a um possível resultado não esperado pela falta de uniformidade do produto final. Isso porque a sua composição química e física é influenciada por diversos fatores externos como o solo, a espécie da abelha, o estado de maturação do mel, as condições meteorológicas de quando o mel foi colhido além de seus açúcares, enzimas, vitaminas, minerais. Uma extensa composição que contribuem para sua finalização.</p>
<p style="text-align: justify;">Possuindo teor alcoólico de 8 a 18% de etanol por volume, os produtos fermentados com sua matriz sendo mel são amplamente utilizados, tendo bastante consumo na Europa, Argentina e Bolívia. Sua classificação muda de acordo com tempo de maturação, que varia de meses a anos, e por seus processos de fabricação.</p>
<p style="text-align: justify;">A fermentação e composição do mosto, uma espécie de melaço simples utilizado para a fermentação das leveduras, é essencial para a qualidade da bebida, bem como os cuidados do caldo bruto formado, sendo alguns deles: controle de contaminações, acidez total e pH. Tais cuidados podem gerar rendimentos satisfatórios com um alto teor de ésteres, sendo os compostos principais para uma bebida harmoniosa, dando aroma frutado e floral.</p>
<p style="text-align: justify;">O hidromel é uma bebida que demostra potencial, pois seu processo fermentativo é um dos mais simples e acessíveis e o seu processamento artesanal é uma alternativa muito viável para apicultores, gerando uma outra direção de renda.</p>
<p style="text-align: justify;">Bibliografia:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Os povos nórdicos: Origens. Disponível em:</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">http://templodeapolo.net/wp/2017/05/03/os-povos-nordicos-origens/ acesso em: 30/07/2018;</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li>POÇÃO do AMOR | Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Disponível em:</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">https://www.youtube.com/watch?v=5MdMfn9-52E acesso em: 30/07/2018;</p>
<ol start="3">
<li style="text-align: justify;">Vingadores: Era de Ultron (2015) | Festa na Torre dos Vingadores DUBLADO PT-BR (HD). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hOywQtYye1M acesso em: 30/07/2018;</li>
<li style="text-align: justify;">CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA, ENERGÉTICA E SENSORIAL DE HIDROMEL. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/145493/000871644.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y acesso em: 30/07/2018;</li>
<li style="text-align: justify;">Qual a origem do Hidromel? Disponível em: https://www.arvenhidromeis.com.br/single-post/2016/07/05/Qual-a-origem-do-hidromel acesso em: 30/07/2018;</li>
<li style="text-align: justify;">10 bebidas do cinema e da televisão. Disponível em: https://destemperados.clicrbs.com.br/bebidas/10-bebidas-do-cinema-e-da-televisao acesso em: 30/07/2018;</li>
<li style="text-align: justify;">Disponível em: http://www.ct.ufpb.br/lpfd/contents/paginas/lcc/produtos/hidromel acesso em: 04/08/2018;</li>
<li style="text-align: justify;">Árvore do conhecimento – Cana de açúcar. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-de-acucar/arvore/CONTAG01_105_22122006154841.html acesso em: 04/08/2018;</li>
<li style="text-align: justify;">PRODUÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE HIDROMEL UTILIZANDO DIFERENTES CEPAS DE LEVEDURAS <em>Saccharomyces</em>. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/1901/1/LD_PPGTAL_M_Mileski%2C%20Jo%C3%A3o%20Paulo%20Fernando_2016.pdf acesso em: 04/08/2018.</li>
</ol>
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		<title>A História e Política do Mercado Nocivo de Amianto</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2018 21:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Quinto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[O amianto ou asbesto é uma fibra natural inorgânica que originou-se por um processo de recristalização de rochas eruptivas, esta fibra é composta por um conjunto de minerais de silicatos hidratados de magnésio, sódio, ferro e cálcio. Existem mais de 30 tipos de fibras minerais do asbesto, mas somente seis tipos são de importância comercial, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O amianto ou asbesto é uma fibra natural inorgânica que originou-se por um processo de recristalização de rochas eruptivas, esta fibra é composta por um conjunto de minerais de silicatos hidratados de magnésio, sódio, ferro e cálcio. Existem mais de 30 tipos de fibras minerais do asbesto, mas somente seis tipos são de importância comercial, encontrado na natureza sob duas formas serpentina e anfibólios, sendo estes:</p>
<div id="attachment_2559" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/05/tabela.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2558"><img class="size-large wp-image-2559" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/05/tabela-1024x446.png" alt="Figura 1: Tipos de Amianto Fonte: Detecção de de Fibras Amianto Detecção de Fibras de Amianto em Materiais Sólidos da Construção Civil por Microscopia Ótica de Luz Polarizada (MOLP)1" width="1024" height="446" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1: Tipos de Amianto<br />Fonte: Detecção de de Fibras Amianto Detecção de Fibras de Amianto em Materiais Sólidos da Construção Civil por Microscopia Ótica de Luz Polarizada (MOLP)1</p></div>
<p>Por ser abundante na natureza, o amianto é utilizado desde os primórdios da civilização, encontrada quando os exploradores adentravam em regiões montanhosas semiáridas. Inicialmente, era utilizado para fabricação dos primeiros artefatos refratários (resistentes ao calor). Há aproximadamente 5000 anos o amianto foi descoberto e explorado no Chipre, utilizado na produção de vestes de cremação, pavios de lamparinas de azeite.</p>
<p>Calímaco (310 – 240 a.C.), um exímio escritor, dentre muitas outras funções, assim como outros naquela época, haja vista que as pessoas eram muitas coisas ao mesmo tempo, cita em uma de suas obras mais notáveis, Pausânias, uma lâmpada de ouro que ardia durante o dia e a noite sem ser consumida diante da estátua de Minerva na cidade de Atenas. O pavio era composto de uma espécie de amianto.</p>
<p>Supõe-se que Carlos Magno O Conquistador (742 – 814 d.C.) possuía uma toalha de mesa de amianto que ao final das refeições, lançava a toalha às chamas, retirando-a intacta do fogo, causando admiração.</p>
<p>O escritor Heródoto (484 -425 a.C.) escreveu em suas anotações sobre o uso do amianto nos pavios das lamparinas no início da civilização grega e registrou também a alta mortalidade dos escravos por doenças pulmonares. No Egito, o amianto participava do processo de embalsamento dos corpos, sendo os mesmos envolvidos em tecido de amianto, protegendo-os de deterioração.</p>
<p>Teofrasto (371-287 a.C.) produziu a primeira classificação de minerais em seu Tratado sobre Pedras, “Das Pedras”, e nele descreve uma substância que se parecia com a madeira quebrada e que quando coberta pelo fogo, ela flamejava sem degradação.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Tão caras eram as teas do amianto, que Plínio as considerava como feita só para os reis. As mais finas serviam para fazer toalhas e guardanapos que, nos grandes banquetes, os convidados atiravam ao lume para os limpar: tambem dellas se faziam torcidas para as alambadas. Plinio não sabia que o amianto era um mineral, e por isso o põe entre as substancias vegetaes, chamando-lhe linho vivo.( O Panorama – Jornal Litterario e instructivo de Sociedade, pag. 64, 03 de março de 1838, Vol II).</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Amiantus alumini similis nihil<br />
igni deperdit; hic veneficiis<br />
resistir omnibus, privatim magorum. </em></strong><em><br />
O amianto, semelhante ao alúmen, não é consumido pelo fogo; resiste a toda feitiçaria, especialmente aos feiticeiros.<strong><sup>2</sup></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Plínio </em><em>(23 &#8211; 79 d.C.), Naturalis Historia (49-77 d.C.)</em></p>
<p>A crença popular entre persas e romanos de que a amianto era retirado da pele da salamandra resistente ao fogo foi sendo difundida enquanto que a sua real origem mineral foi sendo esquecida. A imagem da salamandra foi incorporada à simbologia alquimista. Posteriormente, Marco Polo (1254 &#8211; 1324) descreveu em seu Livro de Viagens <em>Il Milione, </em>a mineração de amianto na província chinesa de Chingitalas, desmistificando a crença da origem do amianto pela salamandra.</p>
<p>Entre as 30 variedades da fibra no mundo, apenas uma é utilizada atualmente em quase três mil produtos. No Brasil, o Crisotila é usado principalmente em produtos de fibrocimento, pois possui alta afinidade por outros compostos formando matrizes estáveis, como cimentos, resinas e ligantes plásticos.</p>
<p>Apesar de suas propriedades físico-químicas tornarem o amianto uma matéria prima de ampla utilidade, ele foi considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Suas partículas de pó quando desprendidas na fabricação, no comércio ou na manipulação deste material, podem causar a asbestose, uma doença pulmonar causada pela inalação das partículas de asbesto, que pode levar à falência respiratória, câncer de pulmão e ao mesotelioma maligno, um tipo de câncer raro, cuja associação é praticamente exclusiva às pessoas expostas ao asbesto.</p>
<div id="attachment_2560" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/05/pulmão.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2558"><img class="size-full wp-image-2560" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2018/05/pulmão.jpg" alt="Figura 2: Fibrose pulmonar causada pela aspiração de partículas de asbesto (amianto). Fonte : MD.saúde" width="300" height="247" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2: Fibrose pulmonar causada pela aspiração de partículas de asbesto (amianto).<br />Fonte : MD.saúde</p></div>
<p>Diversos profissionais encontram-se em risco de exposição ao manipularem a fibra de amianto, assim como os seus materiais derivados, sendo mineradores, trabalhadores da construção civil, etc.</p>
<p>O amianto é proibido em mais de 50 países, porém no Brasil o seu uso ainda é permitido por lei federal de 1995. São cinco estados (São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco) que proibiram o uso da fibra e 21 cidades onde o amianto não pode ser usado. A grande maioria das leis é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), com a alegação de que uma lei estadual não pode se sobrepor a uma lei federal (9055/95).</p>
<p>A Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA) promove a discussão sobre a política do duplo-padrão ou a política de dois pesos sobre o amianto, na qual os países desenvolvidos transferem a produção e comercialização de produtos proibidos por serem nocivos para países em desenvolvimento enquanto recorrem para alternativas mais seguras.</p>
<p>Diante de várias pesquisas e órgãos que comprovam a toxicidade do amianto, é necessária a conscientização para eliminar o uso do amianto por alternativas que possuam propriedades físico-químicas semelhantes, mas que não seja nocivo à saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REFERÊNCIAS</p>
<p>A toalha de amianto de Carlos Magno &lt;https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-toalha-de-amianto-de-carlos-magno&gt; Acesso em: 03/05/2018.</p>
<p>Agenzia Regionale per La Prevenzione e Protezione Ambientale Del Veneto &lt;http://www.arpa.veneto.it/temi-ambientali/amianto/usi-e-credenze&gt; Acesso em: 03/05/2018;<strong><sup>2</sup></strong></p>
<p>Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto. &lt;http://www.abrea.com.br/o-amianto/sobre-o-amianto.html acesso em 01/05/2018&gt; Acesso em 01/05/2018.</p>
<p>BERNSTEIN, David M. et al. A biopersistência do amianto crisotila brasileiro por inalação.</p>
<p>BIOGRAFIA UNIVERSALE, Storia per alfabeto della vita pubblica e privata di tutte le persone che si distinsero per opere, azioni, talenti, virtu’ e delitti, pag 128-129, volume 9, 1828. &lt;https://books.google.com.br/books?id=_azVYGeNG0cC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR&amp;source=gbs_ge_summary_r&amp;cad=0#v=onepage&amp;q&amp;f=false&gt; Acesso em 10/05/2018.</p>
<p>Cinco estados já proíbem o amianto. &lt;https://oglobo.globo.com/economia/rio20/cinco-estados-ja-proibem-amianto-4947343#ixzz5EUSmN3xP&gt; Acesso em 03/05/2018.</p>
<p>JANELA, José Manuel Esteves Marques; PEREIRA, Pedro José Silva. História do amianto no mundo e em Portugal. <strong>CEM Cultura, Espaço e Memória: Revista do CITCEM.</strong></p>
<p>Mesotelioma e asbestose – causas, sintomas e tratamento &lt;https://www.mdsaude.com/2010/06/mesotelioma-asbesto-asbestose-amianto.html&gt; Acesso em: 03/05/2018.</p>
<p>O panorama: jornal litterario e instructivo de Sociedade, pág 64, 03 de março de 1838, Vol II). &lt;https://books.google.com.br/books?id=xHE-AAAAYAAJ&amp;pg=RA1-PA67&amp;lpg=RA1-PA67&amp;dq=pl%C3%ADnio+o+novo+e+o+amianto&amp;source=bl&amp;ots=8Fpen2Rbyz&amp;sig=M4svynJcgFsBkcE3ZU4VYiejWVA&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwin0anbkO3aAhWLfZAKHe83Dx8Q6AEwCHoECAAQSw#v=onepage&amp;q=plinio&amp;f=false&gt; Acesso em: 04/05/2018.</p>
<p>Panorama mundial de países que baniram o uso de amianto &lt;http://www.conselho.saude.pr.gov.br/arquivos/File/RELACAO_DOS_PAISES_QUE_BANIRAM_O_USO_DE_AMIANTO.pdf&gt; Acesso em: 03/05/2018.</p>
<p>PIRES, FABIANA CARVALHO. O PERIGO DO AMIANTO: CONSEQUÊNCIAS CAUSADAS À SAÚDE HUMANA ATRAVÉS DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL. 2017.</p>
<p>SAMPAIO, Joana Helena Peixoto. <strong>Deteção de fibras de amianto em materiais sólidos da construção civil por microscopia ótica de luz polarizada (MOLP)</strong>. 2016. Tese de Doutorado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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