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	<title>PET Química UFC &#187; Emylly Lobo</title>
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		<title>Objetos espaciais na Terra: tipos e impactos</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2022 20:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Emylly Lobo]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[  Você já deve ter ouvido falar em filmes como “Não olhe para cima”, representando o impacto catastrófico que objetos espaciais podem causar na terra. Mas que objetos são esses? Realmente seria possível um meteorito de 10 km de diâmetro como o retratado no filme destruir o planeta terra inteiro?   Primeiramente é preciso entender [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">  Você já deve ter ouvido falar em filmes como “Não olhe para cima”, representando o impacto catastrófico que objetos espaciais podem causar na terra. Mas que objetos são esses? Realmente seria possível um meteorito de 10 km de diâmetro como o retratado no filme destruir o planeta terra inteiro?</p>
<div id="attachment_5404" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-1.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5403"><img class="size-medium wp-image-5404" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-1-300x200.png" alt="Figura 1: cena do filme “Não olhe para cima”" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1: cena do filme “Não olhe para cima”</p></div>
<p style="text-align: justify;">  Primeiramente é preciso entender que tipos de objetos espaciais podem chegar ao nosso planeta. Basicamente esses objetos recebem nomes de acordo com os locais em que se encontram. A princípio quando corpos maiores se chocam, como <strong>asteroides</strong> (restos rochosos originados da formação do sistema solar) com <strong>cometas</strong> (objetos que orbitam o sol feitos de gelo e poeira e não rochosos), algumas partes deles, de diferentes tamanhos, se quebram, dando origem aos <strong>meteoroides</strong>. Alguns deles são rochosos, outros metálicos ou a junção de ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">  A partir do momento em que esses meteoroides entram na atmosfera de qualquer planeta a uma temperatura e velocidade muito altas, eles passam a ser chamados de <strong>meteoros</strong>, muitas vezes eles são confundidos com cometas pelo aspecto luminoso, no entanto, não é a mesma coisa, pois a “cauda luminosa” de um cometa ocorre em decorrência da poeira e do gelo que vaporiza já que ele orbita ao redor do sol, enquanto que a cauda do meteoro é devido ao  grande atrito que ele sofre na atmosfera.</p>
<p style="text-align: justify;">  Quando os meteoros conseguem atravessar a atmosfera de um planeta eles são nomeados de <strong>meteoritos</strong>. Há três tipos de meteoritos em decorrência da sua origem: ferrosos, rochosos e rochosos-ferrosos. Os ferrosos são característicos por apresentar elementos químicos como ferro e níquel principalmente, mas também podem apresentar outros como: cobalto, gálio, irídio, arsênio e ouro, elementos-traço. Já os rochosos, representando a maioria dos meteoritos, são formados por minerais que contem silicatos, ou seja, materiais feitos de silício e oxigênio, eles também podem conter alguns tipos de metais em menor quantidade, como ferro e níquel.</p>
<div id="attachment_5405" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-2.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5403"><img class="size-medium wp-image-5405" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-2-300x199.png" alt="Figura 2: meteorito ferroso na Bahia com os elementos químicos exemplificados Fonte: Geologia USP- série científica" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2: meteorito ferroso na Bahia com os elementos químicos exemplificados<br />Fonte: Geologia USP- série científica</p></div>
<div id="attachment_5406" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-3.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5403"><img class="size-medium wp-image-5406" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-3-300x232.png" alt="Figura 3: Meteorito rochoso Fonte: infoescola" width="300" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 3: Meteorito rochoso<br />Fonte: infoescola</p></div>
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<div id="attachment_5407" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-4.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5403"><img class="size-medium wp-image-5407" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-4-300x195.png" alt="Figura 4: meteorito rochoso-ferroso Fonte: infoescola" width="300" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 4: meteorito rochoso-ferroso<br />Fonte: infoescola</p></div>
<p style="text-align: justify;">  Alguns desses meteoritos podem causar grande impacto na crosta terrestre, embora cerca de 100 toneladas de material interplanetário caem diariamente, a maioria sendo poeira liberada por cometas. Um exemplo de um meteorito que teve grande impacto, que tem hoje como evidência a cratera de Chicxulub no México, possuindo 180 km de diâmetro foi o que provou a extinção dos dinossauros. Estima-se que esse meteorito possuía mais de 10 km de diâmetro, o choque dele na terra no oceano liberou uma energia equivalente a dez bilhões de bombas atômicas de Hiroshima. Esse choque liberou uma quantidade enorme de dióxido de carbono, causando uma mudança na temperatura do planeta com o efeito estufa. Além disso, o choque proporcionou também uma nuvem de poeira e cinzas cobrindo toda a superfície do planeta Terra durante cerca de dez anos, ou seja, uma década com baixíssima entrada de luz solar. Além disso o ângulo e o local onde ele caiu corroborou muito para aumentar os impactos negativos. Todos esses fatores provocaram um desequilíbrio ecológico muito grande, levando, assim, os dinossauros a extinção no decorrer do tempo.</p>
<div id="attachment_5408" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-5.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5403"><img class="size-full wp-image-5408" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2022/01/figura-5.png" alt="Figura 5: cratera de Chicxulub no México Fonte: Revista Super interessante" width="583" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 5: cratera de Chicxulub no México<br />Fonte: Revista Super interessante</p></div>
<p style="text-align: justify;">  Então sim, um meteorito de 10 km de diâmetro seria capaz de causar situações catastróficas a ponto de ter potencial para exterminar um planeta como o nosso inteiro, não só pelo impacto em si, mas também pelos detritos que se espalhariam pela atmosfera. No entanto, a NASA tem conhecimento de possíveis asteroides ou cometas considerados de risco devido ao grande impacto que eles poderiam causar na terra, já que algumas chegam a ter mais de 140 metros de tamanho com, proximidade, relativamente perto da Terra. O maior risco, segunda a NASA, seria do asteroide denominado FD 2009, que, no ano de 2185, terá apenas 0,2% de chance de impactar a terra.</p>
<p style="text-align: justify;">  Mas, não se preocupe, escritórios de defesa planetária como o da Nasa e da ESA(Agência Espacial Europeia) já monitoram esses corpos celestes, eles analisam a trajetória desses objetos e até mesmo missões para testar o desvio desses objetos já foram iniciadas.</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong>:</p>
<p style="text-align: left;">METEORITES. [<em>S. l.</em>]: Caryl-Sue, National Geographic Society, 1 out. 2014. Disponível em: https://www.nationalgeographic.org/encyclopedia/meteorite/#:~:text=Stony%20meteorites%20are%20made%20up,stony%20meteorites%3A%20chondrites%20and%20achondrite. Acesso em: 18 jan. 2022.</p>
<p style="text-align: left;">METEOROS, meteoritos, asteroides e cometas: entenda as diferenças entre eles. [<em>S. l.</em>], 25 jun. 2021. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/meteoros-meteoritos-asteroides-e-cometas-entenda-as-diferencas-entre-eles/. Acesso em: 18 jan. 2022.</p>
<p style="text-align: left;">&#8216;NÃO Olhe Para Cima': um cometa de 10 km pode destruir a Terra? Essa e outras questões sobre o filme da Netflix. [<em>S. l.</em>], 28 dez. 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59808957. Acesso em: 18 jan. 2022.</p>
<p style="text-align: left;">O METEORITO Bendegó: história, mineralogia e classificação química. Revista Brasileira de Geociências , [<em>s. l.</em>], 1 mar. 2011.</p>
<p style="text-align: left;">O METEORITO Palmas de Monte Alto: aspectos petrográficos e mineraloquímicos. Revista do Instituto de Geociências &#8211; USP, [<em>s. l.</em>], 1 set. 2018.</p>
<p style="text-align: left;">https://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-vao-perfurar-o-ponto-da-explosao-que-dizimou-os-dinossauros/</p>
<p style="text-align: left;">https://www.bbc.com/portuguese/geral-39933336</p>
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		<title>Plásticos: impactos sob uma nova perspectiva de microplásticos</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 15:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Emylly Lobo]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe o que são microplásticos? São fragmentos de polímeros que medem menos de 5 milímetros, eles podem ser obtidos pela fabricação, para uso em cosméticos e creme dentais, por exemplo,  ou pela decomposição de plásticos maiores. Ainda dentro desse contexto há os nanoplásticos, com tamanho entre 1 e 1000 nanômetros, oriundos também do plástico. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Você sabe o que são microplásticos? São fragmentos de polímeros que medem menos de 5 milímetros, eles podem ser obtidos pela fabricação, para uso em cosméticos e creme dentais, por exemplo,  ou pela decomposição de plásticos maiores. Ainda dentro desse contexto há os nanoplásticos, com tamanho entre 1 e 1000 nanômetros, oriundos também do plástico.</p>
<p style="text-align: left;">Embora os plásticos sejam muito úteis para o cotidiano (presentes em roupas, eletrodomésticos, celulares, copos descartáveis, embalagens e etc) e viáveis economicamente, tais materiais podem causar impactos negativos notórios. Ao serem descartados desenfreadamente, principalmente nos oceanos, muitos animais consomem esse material.  Além disso, com a radiação ultravioleta os plásticos se “quebram” em pedaços menores: os microplásticos, que ao serem digeridos pela vida marinha acabam chegando ao topo da cadeia alimentar, ou seja, em humanos.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/07/1.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5261"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5262" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/07/1-300x169.jpg" alt="1" width="300" height="169" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Estudos recentes já constataram a presença de microplásticos em tecidos humanos, especialistas conseguiram detectar vários tipos de materiais plásticos em tecidos humanos, dentre eles o <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2019/12/niveis-de-bpa-no-corpo-humano-podem-ser-44-vezes-maior-do-que-se-imaginava.html">bisfenol A (BPA)</a>, usado em recipientes de alimentos, por exemplo, foi encontrado em todas as amostras humanas. Esse composto,tem atividade desreguladora endócrina que em altas doses pode estar associada a casos de câncer, abortos, obesidade, infertilidade, além de alterações no sistema reprodutivo e hormonal.</p>
<div id="attachment_5263" style="width: 245px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/07/2.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5261"><img class="size-full wp-image-5263" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/07/2.jpg" alt="Fórmula estrutural do bisfenol A (BPA). Fonte: Brasil Escola" width="235" height="157" /></a><p class="wp-caption-text">Fórmula estrutural do bisfenol A (BPA). Fonte: Brasil Escola</p></div>
<p>Além da obtenção de microplásticos por ingestão, é possível também se obter esses compostos por inalação. Assim, diversas doenças podem ser causadas pelo acumulo dos microplásticos. Já foi registrada uma baixa deterioração dessas microfibras em pacientes com câncer de pulmão, confirmando a bio-persistência dessas partículas sintéticas. Além dessa bio-persistência, o tamanho da fibra tem influência em sua toxidade, por exemplo, macrógafos (células de defesa envolvidas na eliminação de partículas estranhas no organismo) não conseguem remover fibras de 15 a 20 nanômetros do pulmão. Além disso, foi verificado que nanopartículas de poliestireno (presentes em materiais como o isopor) de menor tamanho(25 nanômetros) induzem menor viabilidade celular, de maneira que são capazes de alterar a expressão de uma proteína associada ao ciclo celular e posteriormente apoptose – morte celular programada.</p>
<div id="attachment_5264" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/07/3.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5261"><img class="size-medium wp-image-5264" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/07/3-300x146.jpg" alt="Formação do Poliestireno, um polímero de adição, formado pela união de várias moléculas de Estireno. Fonte: Mundo Educação" width="300" height="146" /></a><p class="wp-caption-text">Formação do Poliestireno, um polímero de adição, formado pela união de várias moléculas de Estireno. Fonte: Mundo Educação</p></div>
<p>É preciso ressaltar também que microrganismos podem conseguir uma maior proliferação ao se fixarem nos microplásticos presentes no ar para conseguir proteção contra a radiação ultravioleta, assim, tais seres vivos ao alcançar os pulmões são propícios a causar infecções, prejudicando a saúde humana.</p>
<p>Portanto, pode-se concluir que os microplásticos são capazes de alterações celulares no corpo humano, podendo gerar citotoxicidade, hipersensibilidade, respostas imunes indesejadas e respostas agudas como hemólise, representando assim um risco para a humanidade.  Os efeitos causados pela contaminação por microplásticos ainda são objeto de estudos e algumas hipóteses já são apresentadas, mas o fato é: embora existam parâmetros máximos para uso de determinados compostos nos plásticos estabelecidos por instituições como a ANVISA, precisamos repensar no descarte desses materiais, pois as consequências de microplásticos em grandes doses organismo humano podem ter impactos e consequências desagradáveis.</p>
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<p>Bibliografia:</p>
<p>Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/bisfenol-ou-bpa.htm</p>
<p>Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e sua campanha Mares Limpos. Disponível em: https://sites.google.com/view/sourcesplasticpollution/startseite</p>
<p>Revista Galileu. Disponível em: <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2020/08/cientistas-encontram-microplastico-em-tecidos-de-orgaos-humanos.html">https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2020/08/cientistas-encontram-microplastico-em-tecidos-de-orgaos-humanos.html</a></p>
<p>Microplastics: Contaminants of Global Concern in the Anthropocene. Disponível em: file:///C:/Users/Usu%C3%A1rio/Downloads/v10n6a16.pdf</p>
<p>A Detailed Review Study on Potential Effects of Microplastics and Additives of Concern on Human Health. Disponível em: https://www.mdpi.com/1660-4601/17/4/1212/htm</p>
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