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	<title>PET Química UFC &#187; Elisson Miquéias</title>
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		<title>Uma proteção contra corrosão: Revestimento Não-Metálico Inorgânico</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 11:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisson Miquéias]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[              A corrosão é um processo espontâneo definido pela deterioração de materiais por ação química ou eletroquímica do meio acompanhada ou não por tensões mecânicas. Em outras palavras, o material sai de um estado mais instável para um com maior estabilidade como no caso dos metais que mudam para [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">              A corrosão é um processo espontâneo definido pela deterioração de materiais por ação química ou eletroquímica do meio acompanhada ou não por tensões mecânicas. Em outras palavras, o material sai de um estado mais instável para um com maior estabilidade como no caso dos metais que mudam para forma de óxidos, hidróxidos, sais etc. Por causa disso, estudar corrosão e entender os mecanismos pelo qual ocorre são essenciais para manutenção de todo material usado pela sociedade em geral (indústrias químicas, petrolífera, construção civil entre outros), além disso, criar meios para atenuar esse processo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">                O exemplo mais comum de corrosão é a do ferro em que há formação da ferrugem, que são óxidos de ferro (FeO, Fe</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;"> e Fe</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">) que podem ou não estarem hidratados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Fig. 1: Corrosão do ferro</span></p>
<div id="attachment_5640" style="width: 191px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2023/03/ft-1.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5639"><img class="size-full wp-image-5640" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2023/03/ft-1.png" alt="Fonte: PEDROLO, Caroline (2014)" width="181" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: PEDROLO, Caroline (2014)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">                 Diante dessa problemática, são adotados alguns métodos como o Revestimento Não Metálico Inorgânico, uma proteção que utiliza compostos inorgânicos como óxidos, carbetos, nitretos entre outros. Esse e os demais, consistem em depositar ou produzir uma camada protetora na superfície do material, assim diminuindo o contato com o meio em que está inserido e aumentando sua durabilidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;">                     Como mencionado anteriormente no texto, a proteção pode ser dada por dois tipos de processos: deposição e produção.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">       Na primeira, têm-se como exemplos os seguintes compostos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400; text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Esmaltes vitrosos, que são constituídos principalmente de borossilicato de alumínio e sódio ou potássio, e vidros que são resistentes aos ácidos;</span></li>
<li style="font-weight: 400; text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Cimentos, que são resistentes ao meio alcalino, muito utilizados em tubulações para condução de água salgada.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">       Na produção, o revestimento é obtido através de uma reação química em meio adequado:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400; text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Proteção do chumbo através do ataque do ácido sulfúrico, produzindo PbSO</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;"> que é insolúvel;</span></li>
<li style="font-weight: 400; text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Proteção do magnésio através do ataque de ácido fluorídrico, produzindo MgF</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">, um sal também insolúvel. </span></li>
<li style="font-weight: 400; text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Anodização: uma técnica que consiste em produzir o óxido do metal, que apresenta alta resistência a corrosão atmosférica, sobre a superfície do metal a ser protegido. O material, na grande maioria dos casos sendo o alumínio, é colocado como anodo em uma cela eletroquímica de solução ácida, enquanto o catodo é um material inerte. Aplicando uma diferença de potencial entre os eletrodos, obtém-se a seguinte reação:  2Al + 3H</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">O → Al</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">  + 6H</span><span style="font-weight: 400;">+</span><span style="font-weight: 400;"> + 6e</span><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Fig. 2: Esquema de anodização.</span></p>
<div id="attachment_5641" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2023/03/ft-2.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5639"><img class="size-medium wp-image-5641" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2023/03/ft-2-300x153.png" alt="Fonte: LEMOS, Denise (2018) " width="300" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: LEMOS, Denise (2018)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">                      Além desses há também outras técnicas de proteção por revestimento não metálico inorgânico, como é o caso da cromatização, em que há deposição de hidróxido de cromo e cromato básico de cromo, Cr(OH)</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">·Cr(OH)CrO</span><span style="font-weight: 400;">4</span><span style="font-weight: 400;">, e da fosfatização, que se dá pela deposição de espécies de fosfato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">                  Dessa forma, para a aplicação do revestimento não metálico inorgânico, assim como para as outros meios de proteção, a química é fundamental para a produção dos materiais, tendo em vista os exemplos: a utilização da eletrólise, o conhecimento da reatividade e solubilidade das substâncias. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">PEDROLO, Caroline. Ferrugem. Disponível em: </span><a href="https://www.infoescola.com/quimica/ferrugem/"><span style="font-weight: 400;">https://www.infoescola.com/quimica/ferrugem/</span></a><span style="font-weight: 400;"> Acesso em: 30 de janeiro de 2023</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">GENTIL, Vicente. Corrosão. 6º edição. Rio de Janeiro: LTC, 2017.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">LEMOS, Denise. Alteração superficial por anodização: processo, caracterização e análise do revestimento de óxido de titânio e nióbio. Disponível em: </span><a href="https://www.eng-materiais.bh.cefetmg.br/wp-content/uploads/sites/189/2019/03/TCC-Denise-Lemos.pdf"><span style="font-weight: 400;">https://www.eng-materiais.bh.cefetmg.br/wp-content/uploads/sites/189/2019/03/TCC-Denise-Lemos.pdf</span></a><span style="font-weight: 400;">. Acesso em: 02 de fevereiro de 2023.</span></p>
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		<title>O Processo de sulfitação do açúcar</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 14:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisson Miquéias]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[  Na indústria açucareira são aplicados diversos processos na cana-de-açúcar até a obtenção do açúcar como conhecemos. Para produção dos diferentes tipos, como o açúcar mascavo, cristal ou bruto é necessário adotar métodos exclusivos. Por exemplo, o mascavo não passa por nenhum processo de clarificação ao contrário dos outros dois e, por isso, apresenta uma [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">  Na indústria açucareira são aplicados diversos processos na cana-de-açúcar até a obtenção do açúcar como conhecemos. Para produção dos diferentes tipos, como o açúcar mascavo, cristal ou bruto é necessário adotar métodos exclusivos. Por exemplo, o mascavo não passa por nenhum processo de clarificação ao contrário dos outros dois e, por isso, apresenta uma cor amarronzada. Já o cristal se diferencia do bruto pela necessidade do uso de enxofre pelo processo de <em>Sulfitação</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">  A <em>Sulfitação</em>, que consiste na adição do gás sulforoso (SO2) ao caldo de cana e apresenta funções como:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: left;">ação fortemente bactericida que elimina os micro-organismos no caldo.</li>
<li style="text-align: left;">redutor de viscosidade dos fluidos, facilitando a decantação e a cristalização da sacarose;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">  Para isso, o enxofre elementar deve ser queimado no forno com adição do ar em quantidade controlada.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/Capturarreação.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5345"><img class="aligncenter size-full wp-image-5346" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/Capturarreação.png" alt="Capturarreação" width="138" height="41" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">  Como o ar apresenta 20% de oxigênio, o enxofre não é totalmente queimado nessa etapa. Por isso, logo após, o que não foi queimado é sublimado. Por fim, os gases formados são resfriados e encaminhados na coluna de sulfitação, onde há separação do SO2 dos demais gases e, então, é absorvido pelo caldo de cana e a reação de inibição de cor ocorre.</p>
<div id="attachment_5347" style="width: 545px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/esquema-do-sistema.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5345"><img class="size-full wp-image-5347" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/esquema-do-sistema.png" alt="Figura 1: Esquema do sistema de sulfitação" width="535" height="222" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1: Esquema do sistema de sulfitação</p></div>
<p style="text-align: justify;">  Caso contrário, o gás sulforoso durante a queima irá reagir novamente com o gás oxigênio presente no ar e formar óxido sulfúrico (SO3), que por sua vez reage com a água, devido a umidade do ar, produzindo o ácido sulfúrico.</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/reação-2.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5345"><img class="aligncenter size-full wp-image-5348" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/reação-2.png" alt="reação 2" width="183" height="63" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">  Como resultado, haverá um gasto desnecessário de enxofre, pois a espécie descolorante (SO2) foi perdida e, além disso, com a presença do íon sulfato haverá incrustações de CaSO4 nas tubulações das etapas seguintes dificultando a produção final do açúcar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> &#8211; A reação de inibição de cor</strong></p>
<p style="text-align: justify;">  O escurecimento do açúcar ocorre naturalmente pela <em>reação de Maillard</em>, em que a glicose reage com o grupo amina (-NH2) dos aminoácidos e produz o Hidroxi Metil Furfural (HMF) que tem a capacidade de se polimerizar e formar a melanoidina.</p>
<p style="text-align: justify;">  A melanoidina, por sua vez, é responsável pelo escurecimento de diversos alimentos. O composto é marrom com grande peso molecular e de estrutura polimérica heterogênea. Ele está presente em maltes de cevada, crosta de pão, produtos de panificação, vinagre balsâmico, molho de tomate e café.</p>
<div id="attachment_5349" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/reação-de-inibição.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5345"><img class="size-full wp-image-5349" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/11/reação-de-inibição.png" alt="Figura 2: Reação de inibição de cor" width="540" height="151" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2: Reação de inibição de cor; Fonte: Autor</p></div>
<p style="text-align: justify;">  No entanto, quando o  é absorvido pelo caldo de açúcar, reage com o HMF inibindo a formação das melanoidinas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">FRANCISCO, Bruno. Sulfitação do Caldo &#8211; Conceitos Teóricos e Operacionais. Disponível em: https://pt.linkedin.com/pulse/sulfita%C3%A7%C3%A3o-do-caldo-conceitos-te%C3%B3ricos-e-bruno-francisco. Acesso em: 21 de outubro de 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">Piracicaba Engenharia Sucroalcooleira. A SULFITAÇÃO DOS CALDOS DE CANA. Disponível em: https://www.piracicabaengenharia.com.br/a-sulfitacao-dos-caldos-de-cana/. Acesso em: 21 de outubro de 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">HARTKOPF, Carlos L. Tecnologia de Produção de Açúcar de Cana. São Carlos: EdUFSCar, 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Science Direct. Melanoidins. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/melanoidins. Acesso em: 28 de outubro de 2021.</p>
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		<title>Colorindo com Química</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2021 12:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisson Miquéias]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[A cor do cabelo humano é determinada geneticamente pelo controle de 2 tipos de melanina: As Eumelaninas, principal pigmento dos cabelos castanhos e preto e as Feomelaninas, que se apresenta em grandes quantidades em cabelos cores loiros e ruivos. &#160; Figura 1: Estrutura molecular (A) Eumelanina (B) Feomelanina &#160; No entanto, muitas pessoas optam por [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A cor do cabelo humano é determinada geneticamente pelo controle de 2 tipos de melanina: As Eumelaninas, principal pigmento dos cabelos castanhos e preto e as Feomelaninas, que se apresenta em grandes quantidades em cabelos cores loiros e ruivos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><i>Figura 1: Estrutura molecular (A) Eumelanina (B) Feomelanina</i></span></p>
<div id="attachment_5201" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26.jpeg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5200"><img class="size-medium wp-image-5201" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-300x137.jpeg" alt="Fonte: Artigo - A química e toxicidade dos corantes de cabelo" width="300" height="137" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Artigo &#8211; A química e toxicidade dos corantes de cabelo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, muitas pessoas optam por pintar o cabelo, seja para celebrar uma conquista, marcar uma mudança de fase ou até mesmo por uma questão de estilo. Assim como outros processos que são feitos no cabelo, como uso de xampus e condicionadores ou alisamento, há muita química na colorização. Dessa forma, os corantes são classificadas em 3 tipos, cada um envolvendo conceitos diferentes; os temporários, os semipermanentes e os permanentes.</span></p>
<p><b>Corantes temporários</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso são utilizados corantes básicos ou ácidos de grande massa molecular que, através da formação ligações iônicas entre os sítios aniônicos e catiônicos, são depositadas sobre a cutícula ao se deixar a solução para secar no cabelo. Apresentam baixa toxicidade e são altamente solúveis em água, por isso facilmente removíveis em apenas uma lavagem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Figura 2: Corante ácido amarelo 1</p>
<div id="attachment_5202" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-1.jpeg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5200"><img class="size-medium wp-image-5202" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-1-300x182.jpeg" alt="Fonte: Pubchem" width="300" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Pubchem</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Figura 3: Corante base marrom 17</p>
<div id="attachment_5203" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-2.jpeg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5200"><img class="size-medium wp-image-5203" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-2-300x294.jpeg" alt="Fonte: Pubchem" width="300" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Pubchem</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Corante semipermanente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tinturas semipermanentes apresentam moléculas de tamanho intermediário, ou seja, baixa massa molar e, por isso, são capazes de penetrar a cutícula do cabelo e serem depositados no córtex. Dessa forma, não são facilmente removíveis, levando de 5 a 6 lavagens com xampu até necessitar de uma reaplicação. Além disso, causam menores danos permanentes ao cabelo, quando se comparado aos corantes que utilizam de processos de oxidação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estes corantes são caracterizados principalmente por nitroanilinas, nitrofenilenodiaminas e nitroaminofenóis que fixam-se no cabelo através de interação polar fraca e de Forças de Van der Waals.</span></p>
<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Figura 4: Corante semipermanente </span></i><i><span style="font-weight: 400;">4-Amino-3-nitrofenol</span></i></p>
<div id="attachment_5204" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-3.jpeg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5200"><img class="size-medium wp-image-5204" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-3-287x300.jpeg" alt="Fonte: Pubchem" width="287" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Pubchem</p></div>
<p><b>Corantes permanentes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, os corantes permanentes são essencialmente formados após uma reação química dentro do fio de cabelo entre as substâncias precursoras de cor, que são oxidados antes de seu uso, e o agente acoplador. Além desses, é utilizado o peróxido de hidrogênio, que oxida as precursoras, na presença de amônia, para alcalinizar o meio. </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">As precursoras consistem de aminas aromáticas orto e para-substituídas com grupos amino e/ou hidróxidos, como a para-fenilenodiamina</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="font-weight: 400;">H</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;"> é o agente oxidante</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="font-weight: 400;">N</span><span style="font-weight: 400;">H</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;"> é utilizado para, além de manter um pH entre 8-10, promover a abertura das cutículas para facilitar absorção das demais substâncias e controlar</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os acopladores são formados por compostos aromáticos m-substituídos com grupos doadores de elétrons, tais como resorcinol que reagem com os produtos da oxidação das precursoras e dão uma nova cor aos cabelos.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Figura 5: Mecanismo de formação dos corantes permanente</span></i></p>
<div id="attachment_5205" style="width: 264px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-4.jpeg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5200"><img class="size-medium wp-image-5205" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-17-at-09.27.26-4-254x300.jpeg" alt="Fonte: Artigo - A química e toxicidade dos corantes de cabelo" width="254" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Artigo &#8211; A química e toxicidade dos corantes de cabelo</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A figura mostra duas vias possíveis para a reação entre a para-fenilenodiamina e o peróxido. Na via A, há presente o acoplador nucleofílico que reage com produto da oxidação (Quinonadiimina) para formar o corante leuco que é convertido no corante indoanilina dentro do fio de cabelo. Já na via B, a oxidação do intermediário pode formar compostos coloridos polinucleares gerados pela reação entre a diimina e a amina original formando a chamada base de Bandrowski, devido à ausência de um acoplador. Deste modo, o resultado da coloração depende da quantidade, composição e da natureza dos produtos formados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A base de Bandrowski é uma quinona imina possuindo substituintes amino nas posições 2 e 5 e substituintes 4-aminofenil em ambos os nitrogênios da imina. Na literatura é relatado que o composto atua como um agente que aumenta a frequência de mutações, interagindo diretamente com o DNA e também que pode causar o surgimento de reações alérgicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vantagens de utilizar esse tipo de corante é devido sua versatilidade, facilidade de aplicação e principalmente durabilidade da cor, porém, como consequência, há diminuição da maciez, brilho e dificulta o ato de pentear o cabelo. Além disso, as permanentes apresentam toxicidade maior se comparadas as outras, pois as substâncias utilizadas são altamente reativas e podem afetar a saúde ao serem absorvidas pela pele causando efeitos mutagênicos ou carcinogênicos. Portanto, é importante frisar que é indicado um uso moderado dessas substâncias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><br />
<b>Bibliografia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">DAREZZO, Ana. A ARTE DE COLORIR OS CABELOS. Disponível em: &lt;https://www.quimicadabeleza.com/a-arte-de-colorir-os-cabelos/&gt;. Acesso em 13 de abril de 2020.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;">G. de OLIVEIRA, Ricardo et al. A química e toxicidade dos corantes de cabelo. Disponível em:&lt;https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-40422014000600019&gt;. Acesso: 13 de abril de 2020</span></p>
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		<title>Fluoresceína: nos olhos e na química</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 13:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisson Miquéias]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[                Angiografia fluoresceína é um exame que serve para estudar as características do fluxo sanguíneo nos vasos da retina e coroideia (estruturas do olho). É indicado nos casos de Diabetes, Hipertensão, Anemia falciforme entre outras. Para isso, é utilizado um contraste chamado fluoresceína sódica, que é injetado no [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">                Angiografia fluoresceína é um exame que serve para estudar as características do fluxo sanguíneo nos vasos da retina e coroideia (estruturas do olho). É indicado nos casos de Diabetes, Hipertensão, Anemia falciforme entre outras. Para isso, é utilizado um contraste chamado fluoresceína sódica, que é injetado no braço e em apenas alguns segundos pode ser fotografado o interior do olho.</p>
<p style="text-align: justify;">                         Figura 1: Fotografia de um olho por exame de angiografia fluoresceína</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/01/1.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5128"><img class="aligncenter size-full wp-image-5129" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/01/1.png" alt="1" width="265" height="131" /></a></p>
<p>                                                            Fonte: Instituto de Olhos</p>
<p style="text-align: justify;">                   A Fluoresceína é um composto orgânico, da classe dos xantenos, que é usado como indicador de adsorção. Ele pode ser encontrado na forma de um sólido amarelo ou de um cristal vermelho ou laranja. No exame ocular, o cristal é usado como contraste, pois brilha na cor amarelo-esverdeado em meio alcalino, devido o pH do sangue ser na faixa entre 7,35 a 7,45.</p>
<p style="text-align: justify;">                                             Figura 2: fórmula estrutural da flouresceína</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/01/2.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5128"><img class="aligncenter size-full wp-image-5130" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/01/2.png" alt="2" width="210" height="147" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">                                                                  Fonte: Pubchem</p>
<p style="text-align: justify;">                    Isso ocorre, pois, a fluoresceína é um fluorescente, ou seja, só emite radiação eletromagnética enquanto receber energia de uma fonte externa, como a luz que a máquina fotográfica libera no interior do olho.</p>
<p style="text-align: justify;">                Quando as moléculas recebem essa energia, absorvem, promovendo transições de elétrons, saindo do seu estado fundamental (de menor energia e mais estável) para um estado excitado (de maior energia e instável). A fim de reestabelecer seu estado inicial, a fluoresceína libera energia na forma de fótons e os elétrons retornam ao estado fundamental. A energia associada a estas transições eletrônicas são descritas através da equação de Planck.</p>
<p style="text-align: justify;">             Na química, a fluoresceína e seus derivados são usados comumente para determinar a concentração de ânions através da precipitação de sais de prata. No quadro a seguir, estão as espécies que podem ser analisadas por certos indicadores de adsorção.</p>
<p style="text-align: justify;">                                           Quadro 1: Aplicações de indicadores de adsorção</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/01/Sem-título.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5128"><img class="aligncenter size-full wp-image-5131" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2021/01/Sem-título.png" alt="Sem título" width="336" height="140" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">                                         Fonte: Adaptado de (DANIEL HARRIS, 2012, p.741)</p>
<p>Dessa forma, é possível determinar a curva de titulação e o ponto de equivalência desses sais, pois os indicadores mudam de cor assim que a concentração dos íons em excesso muda, similarmente aos indicadores de pH. Por exemplo, a diclorofluoresceína que possui uma cor amarelo-esverdeado em solução e quando há formação de precipitado, como AgCl, torna-se rosa. Isso ocorre, pois, a forma aniônica do indicador é adsorvida quando há um excesso de Ag⁺ que confere ao cloreto de prata uma carga positiva na superfície cristalina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>Instituto de Olhos. Angiografia com Fluoresceína. Disponível em: &lt;https://ioc.com.br/exames/view/id/14/angiografia-com-fluoresceina.html&gt;. Acesso em: 14 de dezembro de 2020.</p>
<p>PubChem. Fluorescein. Disponível em: &lt;https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Fluorescein&gt;. Acesso em: 15 de dezembro de 2020.</p>
<p>HARRIS, Daniel C. Análise Química Quantitativa. Tradução: Oswaldo Esteves Barcian, Júlio Carlos Afonso. 8º edição. Rio de Janeiro: LTC, 2012. Título original: Quantitative chemical analysis.</p>
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		<title>Contraste na Química</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 13:43:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisson Miquéias]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[               A radiografia é uma técnica importante para diagnósticos na medicina, por gerar imagens detalhadas de órgãos internos, o que direciona ao melhor tratamento em cada caso. Entretanto, ao utilizar os raios-X, apenas as estruturas mais densas como os ossos são identificáveis. Isso ocorre porque essas ondas-eletromagnéticas são altamente [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">               A radiografia é uma técnica importante para diagnósticos na medicina, por gerar imagens detalhadas de órgãos internos, o que direciona ao melhor tratamento em cada caso. Entretanto, ao utilizar os raios-X, apenas as estruturas mais densas como os ossos são identificáveis. Isso ocorre porque essas ondas-eletromagnéticas são altamente energéticas e atravessam facilmente as moléculas do corpo humano, o que dificulta no exame de órgãos mais gelatinosos ou com grande concentração de água, como os vasos sanguíneos, estômago, coração entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">               As substâncias químicas contrastantes foram a solução encontrada para que a radiografia tornasse ainda mais útil ao melhorar na prevenção e na identificação de doenças tão sérias como o câncer. Esses compostos são capazes de aumentar o contraste dos órgãos, ou seja, densos o suficiente para que o raio-X seja absorvido, assim gerando imagens detalhadas.</p>
<p style="text-align: justify;">                Os contrastantes são classificados em Iodado iônico, não iônico e não Iodado. A seguir alguns exemplos dessas moléculas e suas características.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Iodado Iônico                             </strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">              São aqueles que dissociam em água. O Diatrizoato de sódio (figura 1) é um exemplo, sendo utilizado na sialografia (glândulas salivares), artrografia (articulações) entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">                                    Figura 1: Estrutura molecular do Diatrizoato de sódio</p>
<p style="text-align: justify;">                                                 <a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/08/q1.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5000"><img class="size-full wp-image-5002" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/08/q1.png" alt="q1" width="282" height="219" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">                                                 Fonte: MedChemExpress</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong>Iodado não iônico</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">                 São aqueles que não dissociam em água, porém ainda são capazes de interagir. O Ioexol (figura 2), por exemplo, é utilizado em urografia (rins, vias urinárias e bexiga), arteriografia (artérias) entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                         Figure 2: Estrutura molecular do Iohexol</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-5003 aligncenter" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/08/q2.png" alt="q2" width="302" height="220" /> Fonte: MedChemExpress</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong>Não Iodado</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">                 São aqueles que não possuem Iodo na sua composição. Como o sulfato de bário (BaSO₄), um sal insolúvel, que é usado em exames do sistema digestivo.</p>
<p>                                                                            Figure 3: Exame de raio-x com sulfato de bário</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/08/q3.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group5000"> <img class="aligncenter size-full wp-image-5004" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/08/q3.png" alt="q3" width="618" height="408" /></a></p>
<p>Fonte: Radiologia blog</p>
<p>A utilização dessas substâncias evidencia a importância da química na área da saúde e para a sociedade. Nesse texto foi apresentado apenas 3 exemplos de várias moléculas que são utilizadas e, além disso, ainda há o gadolínio que ajuda na formação de imagens nos exames de ressonância magnética. Um grande avanço que levou um pouco mais de meio século.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bibliografia:</p>
<p>MORSCH, José Aldair. Exames contrastados: para que serve, tipos de contrastes e riscos. Disponível em: &lt;https://telemedicinamorsch.com.br/blog/exames-contrastados&gt; Acesso em: 13/08/2020<br />
PINHHO, et al. Avaliação de meios de contraste submetidos à radiação ionizante. Disponível em:&lt;https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-39842009000500010&gt; Acesso em: 13/08/2020</p>
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		<title>A química nos testes rápidos para COVID-19</title>
		<link>http://www.petquimica.ufc.br/a-quimica-nos-testes-rapidos-para-covid-19/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 12:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisson Miquéias]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[O isolamento social tem sido o recurso chave para conter o avanço das infecções por COVID-19 em todo mundo e permitir que haja atendimento para as pessoas ao evitar que o sistema de saúde colapse. Outra medida importante é a testagem em massa que proporciona dados para avaliar a situação epidemiológica e analisar quando e [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O isolamento social tem sido o recurso chave para conter o avanço das infecções por COVID-19 em todo mundo e permitir que haja atendimento para as pessoas ao evitar que o sistema de saúde colapse. Outra medida importante é a testagem em massa que proporciona dados para avaliar a situação epidemiológica e analisar quando e como proceder a reabertura econômica de uma região.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse contexto, foram criados diversos testes com princípios diferentes, mas todos capazes de identificar se um indivíduo esteve ou está infectado com o vírus. Dentre estes há as sorologias imunoensaio enzimático (ELISA) que se baseia numa reação enzimática, imunoensaio quimioluminescente e o teste de Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa em tempo real (RT-PCR) que é capaz de detectar o material genético do Sars-Cov-2 entre outros. Contudo, o que será abordado nesse texto serão os testes rápidos ou sorológicos que usam sangue total, soro ou plasma. Esses são de fácil execução e conseguem dar resultados entre 10 a 30 minutos pois usam o método chamado de Imunocromatografia, que é a geração de cor a partir de uma reação química entre antígeno e anticorpo. Os resultados são chamados de IgM e IgG.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses resultados são capazes de dizer se a pessoa não está infectada, já foi exposta e está na fase ativa da doença havendo possibilidade do micro-organismo estar circulando no paciente, ou até mesmo indicar que pessoa está na fase crônica e /ou convalescente ou já teve contato com a doença em algum momento na vida. Isso é possível pois IgM (Imunoglobulina M) são as primeiras defesas do corpo e a IgG (Imunoglobulina G) são as defesas que além de agir em conjunto com as IgM, “memorizam” o antígeno e permanecem no sangue por mais tempo (Figura 1).</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo é importante frisar que o teste deve ser feito entre 3 a 7 dia após a pessoa demonstrar sintomas, que é o tempo que o corpo leva para produzir esses anticorpos, assim gerando mais condições para detectar a presença das imunoglobulinas específicas para o vírus. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, a chance de erro em resultados negativos para o novo coronavírus é de 75%, ou seja, uma baixa confiabilidade. E por isso, sua função é de controle epidemiológico e não necessariamente como diagnóstico da doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Figura 1 – Gráfico apresentando a resposta imunológica da Sars-Cov-2</p>
<div id="attachment_4918" style="width: 610px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_144806_103.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group4917"><img class="size-full wp-image-4918" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_144806_103.jpg" alt="Fonte: Labtest " width="600" height="368" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Labtest</p></div>
<p style="text-align: justify;">Para entender como a química é usada para elaboração do teste, é importante primeiro compreender os conceitos por detrás da reação entre o antígeno e anticorpo. Já que o sistema se baseia em como essas moléculas se comportam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A interação antígeno-anticorpo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ocorre através de uma associação biomolecular semelhante à interação de enzimas com seus substratos com a diferença que o anticorpo não provoca nenhuma alteração química irreversível na molécula de antígeno, ou seja, o produto (Antíg-Antic) pode dissociar em Antíg e Antic livres em solução.</p>
<p style="text-align: justify;">A associação acontece pois os antígenos possuem estruturas químicas que favorecem a complementariedade com o anticorpo, chamadas de epítopos (Figura 2), por meio de Forças intermoleculares como Forças eletroestáticas, Pontes de hidrogênio, Forças de van der Waals ou Forças hidrofóbicas. Essas ligações podem ser rompidas por altas concentrações de sal, detergentes, pH extremo e, algumas vezes, por competição com altas concentrações do próprio epítopo puro.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas características da interação Antíg-Antic:</p>
<p style="text-align: justify;">• Afinidade que é a força resultante entre as interações entre um único sítio do anticorpo e um único epítopo do antígeno que depende do grau de complementariedade entre as moléculas. Quanto maior a afinidade, mais fortes e duradouras são as ligações.</p>
<p style="text-align: justify;">• Avidez que é a força resultante de múltiplas entre uma molécula de anticorpo e os epítopos de um antígeno complexo. Quanto maior a avidez, melhor o efeito biológico final o que pode compensar uma baixa afinidade.</p>
<p style="text-align: justify;">• Especificidade que é a habilidade do anticorpo em distinguir seu antígeno de outros, pode ser entendido pelo conceito de chave e fechadura também usada em enzimas e substratos.</p>
<p style="text-align: justify;">• Reatividade cruzada no caso de vários vírus (assim como a Sars-Cov-2) e bactérias possuem determinantes antigênicos ou similares a componentes da célula hospedeira. A presença desses micróbios estimula anticorpos que reagem de maneira cruzada com os componentes da célula hospedeira o que resulta em uma reação autoimune que lesiona o tecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Figura 2 – Interação anticorpo e epítopo do antígeno</p>
<div id="attachment_4919" style="width: 501px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_145704_178.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group4917"><img class="size-large wp-image-4919" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_145704_178-491x1024.jpg" alt="Fonte: faculdade de agrária e veterinária da UNESP" width="491" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: faculdade de agrária e veterinária da UNESP</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entendendo o teste</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O sistema possui três marcações: Controle, IgG e IgM. Quando a pessoa testada possui Imunoglobulinas G e/ou M contra o antígeno, o resultado apresentará cor para cada molécula presente. O teste apenas será válido se o grupo controle também formar uma linha colorida, independente de dar positivo ou negativo, pois isso indica que houve erro no procedimento ou deterioração do sistema (Figura 3).</p>
<p style="text-align: justify;">Figura 3 – Interpretação dos resultados</p>
<div id="attachment_4920" style="width: 730px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_145702_294.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group4917"><img class="size-full wp-image-4920" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_145702_294.jpg" alt="Fonte: Centerlab " width="720" height="598" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Centerlab</p></div>
<p style="text-align: justify;">O princípio envolvido consiste em anticorpos anti-IgG e anti-IgM humano, ou seja, moléculas capazes de interagir com as imunoglobulinas G e M, imobilizados por uma membrana de nitrocelulose nas regiões IgG e IgM, respectivamente (Figura 4). Já o reagente controle apresenta IgG de cabra anti-camundongos. Na placa de reação (o aparelho do teste) há uma área chamada de conjugado onde está presente partículas de ouro coloidal, nanopartículas de ouro suspensa em solução com água, ligadas aos antígenos recombinantes do COVID-19. Para que o teste funcione, além do sangue, soro ou plasma, é necessária uma solução tampão que contém fosfato, cloreto de sódio, polipeptídeo de alto peso molecular e ProClin 300. Após adição da amostra, o conjugado se complexa com os anticorpos contra COVID-19 (caso a pessoa tenha se infectado com a Sars-Cov-2) e ao pôr o tampão, o complexo anticorpo-conjugado migra cromatograficamente através da membrana e encontra a região teste.</p>
<p style="text-align: justify;">Figura 4 – Esquema da interação da amostra com as anti-imoglobulinas</p>
<div id="attachment_4921" style="width: 610px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_144803_475.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group4917"><img class="size-full wp-image-4921" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200618_144803_475.jpg" alt="Fonte: Labtest " width="600" height="547" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Labtest</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em suma, por mais que o nome seja testes rápidos e expresse algo simples, todo o conhecimento em sua elaboração é diverso e complexo. Em vista disso, a química é fundamental no combate a COVID-19, para além da prevenção. No álcool em gel, nos produtos de limpeza, no tecido da máscara, nas vitaminas que ingerimos, na pesquisa de medicamentos e até no princípio dos testes.</p>
<p style="text-align: justify;">Bibliografia:</p>
<p style="text-align: justify;">ANVISA. Testes para Covid-19: perguntas e respostas. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/Perguntas+e+respostas+-+testes+para+Covid-19.pdf/9fe182c3-859b-475f-ac9f-7d2a758e48e7. Acesso em 12 de junho de 2020</p>
<p style="text-align: justify;">ANVISA. COVID-19: Saiba mais sobre os testes rápidos. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/covid-19-saiba-mais-sobre-testes-rapidos/219201/pop_up?_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_viewMode=print&amp;_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_languageId=pt_BR. Acesso em: 13 de junho de2020.</p>
<p style="text-align: justify;">PONTE, Gabriella. O que é IgG e IgM?. Disponível em: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/noticias/1739-o-que-e-igg-e-igm. Acesso em: 13 de junho de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">LOPES, Priscila Diniz. Interação Ag-Ac Teste sorológicos primário e secundário. Disponível em: https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/patologia/HELIOJOSEMONTASSIER/aula-8-interacao-ag-ac-testes-sorologicos-primarios-e-secundarios.pdf. Acesso em: 13 de junho de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Labtest. Anti COVID-19 IgG/IgM Rapid Test. Disponível em: https://www.centerlab.com/fileuploader/download/download/?d=1&amp;file=custom%2Fupload%2FFile-1585575746.pdf. Acesso em: 13 de junho de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Labtest. Labtest lança teste rápido para COVID-19. Disponível em: https://labtest.com.br/labtest-lanca-teste-rapido-para-covid-19/. Acesso em: 13 de junho de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">TURBIANI, Renata. Quais os tipos de exames para covid-19 e por que os testes rápidos geram controvérsia. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53036611. Acesso em:17 de junho de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">SBAC. Teste rápido da Covid-19: falsos negativos. Disponível em: http://www.sbac.org.br/blog/2020/04/02/teste-rapido-da-covid-19-falsos-negativos/. Acesso em: 17 de junho de 2020.</p>
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		<title>Estrelas de nêutrons</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Nov 2019 12:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisson Miquéias]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim como os seres vivos, as estrelas possuem seu ciclo de vida: nascem, crescem e morrem. Em seu nascimento, chamam-se protoestrelas, nuvens de hidrogênio e hélio em altas temperaturas que se atraem gravitacionalmente. Nessa fase, os planetas são formados e desenvolvem-se juntamente com elas assim como foi a constituição do nosso sistema solar. Como morrem, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como os seres vivos, as estrelas possuem seu ciclo de vida: nascem, crescem e morrem. Em seu nascimento, chamam-se protoestrelas, nuvens de hidrogênio e hélio em altas temperaturas que se atraem gravitacionalmente. Nessa fase, os planetas são formados e desenvolvem-se juntamente com elas assim como foi a constituição do nosso sistema solar. Como morrem, no entanto, depende diretamente de sua massa, levando-as a três destinos diferentes: anã branca, estrela de nêutrons e buraco negro, conforme é ilustrado na Figura 1.</p>
<p>Estrelas de nêutrons são as menores e as mais densas já detectadas. Com um raio que varia de 10 a 30 quilômetros e podendo ter uma densidade de 1.015 g/cm³ intrigam bastante por suas características únicas. Logo no início de sua formação, devido a seu tamanho elas giram muito rápido e seu campo magnético é comprimido o que o tornam intenso. Essa propriedade faz com que a emissão de radiação ocorra apenas em seus polos, nessa fase, a estrela recebe o nome de pulsar e age como um farol que mostra sua localização periodicamente.</p>
<p style="text-align: center;">Figura 1: Esquema do ciclo da vida de uma estrela.</p>
<p><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/11/ciclodevidadeumaestrela.jpg" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group4530"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4531" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2019/11/ciclodevidadeumaestrela-300x281.jpg" alt="ciclodevidadeumaestrela" width="300" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Fonte: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/ciclo-vida-das-estrelas.htm.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inicialmente, as estrelas são compostas por hidrogênio e hélio, contudo, a grande força gravitacional que há no seu interior faz funcionar como uma fornalha, pois os átomos presentes no núcleo colidem de tal maneira que ocorre fusão nuclear, produzindo novos elementos como o lítio, carbono, oxigênio, até formar ferro e a partir de então não conseguem mais produzir novos elementos.<br />
Contudo, estrelas massivas não apenas causam a fusão nuclear, como levam à combinação de prótons e elétrons, o que acarreta na produção de nêutrons e neutrinos. Enquanto a pressão sobre o núcleo aumenta, produzindo mais dessas partículas, os neutrinos são emitidos carregando energia. Como não é possível criar novos elementos em seu interior, por ser incrivelmente rígido e incomprimível, o astro começa a entrar em colapso. As partículas que são forçadas para o centro acabam por ser expelidas com uma força ainda maior e consequentemente, uma explosão ocorre originando uma supernova e a estrela de nêutrons.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REFERÊNCIAS</p>
<p>Estrelas de nêutrons. Disponível em: &lt;<a href="https://www.if.ufrgs.br/oei/stars/neutron_st/neutrst.htm">https://www.if.ufrgs.br/oei/stars/neutron_st/neutrst.htm</a>&gt; Acesso em 14 de novembro de 2019.</p>
<p>Estrelas de nêutrons. Disponível em: &lt;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela_de_nêutrons">https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela_de_nêutrons</a>&gt; Acesso em 14 de novembro de 2019.</p>
<p>FARIA, CAROLINE. Estrela de nêutrons. Disponível em: &lt;<a href="https://www.infoescola.com/cosmologia/estrela-de-neutrons/" target="_blank">https://www.infoescola.com/cosmologia/estrela-de-neutrons/</a>&gt; Acesso em 15 de novembro de 2019.</p>
<p>O final de uma estrela. Disponível em: &lt;<a href="https://www.if.ufrgs.br/oei/stars/death/death_st.htm">https://www.if.ufrgs.br/oei/stars/death/death_st.htm</a>&gt; Acesso em 15 de novembro de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
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