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	<title>PET Química UFC &#187; Damodara Barbosa Vieira Teixeira</title>
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		<title>TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO: COMO SURGEM E SUAS INCOERÊNCIAS.</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jul 2018 22:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Damodara Barbosa Vieira Teixeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Teorias da conspiração são definidas pelos estudiosos como um plano de um grupo para influenciar acontecimentos de forma a incumbir a causa a outro grupo, tirando a ideia de que este acontecimento pode ter causa aberta ou natural. São criadas de forma a sustentar uma narrativa alternativa, complexa e lógica, mas apresentam problemas em estabelecer [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Teorias da conspiração são definidas pelos estudiosos como um plano de um grupo para influenciar acontecimentos de forma a incumbir a causa a outro grupo, tirando a ideia de que este acontecimento pode ter causa aberta ou natural. São criadas de forma a sustentar uma narrativa alternativa, complexa e lógica, mas apresentam problemas em estabelecer sua própria relação com a verdade.</p>
<p>Estas teorias despertam em algumas pessoas, apesar de serem em geral mal vistas pela sociedade como um todo, visto que estes indivíduos tendem a acreditar nestas ideias por todo o imaginário e aura de mistério, por sentirem que têm em sua posse uma grande informação. Sendo assim, há por parte dos adeptos de teorias da conspiração uma grande atração emocional entre o indivíduo e a ideia, fazendo com que a pessoa acredite mesmo que claras evidências sejam escassas ou até mesmo inexistentes. Além disso, a possibilidade de pertencimento de um grupo unido por um bem maior é sedutora para aqueles que embarcam nesse universo.</p>
<p>Há fatores comuns entre as teorias, seus criadores e seguidores. Entre os fatores comum entre as conspirações: nada acontece por acaso, o fato sempre foi provocado e desejado, não acontece naturalmente não havendo espaço para acidentes ou coincidências; nada é o que parece, todo o fato debatido é um engano, uma farsa, geralmente provocada por alguém ou alguma instituição poderosa; tudo está conectado, o enredo conspiratório está espalhado por todos os acontecimentos. Os criadores e seguidores dos grupos conspiratórios são principalmente extremistas políticos.</p>
<p>Há uma páginano site Wikipédia que mostra uma lista com algumas teorias da conspiração, entre elas algumas bem famosas: Nova Ordem Mundial, Illuminati, conspirações sobre os atentados do dias 11 de setembro nos EUA, teoria da Terra plana. Há até teorias da conspiração que põem em observação a adição de flúor na água para consumo, os adeptos dessa teoria afirmam que a utilização desta substância seria uma forma de proteger o programa de armas atômicas por parte dos militares e industrias americanos, além disso que o uso de flúor na água foi utilizada em campos de prisioneiros russos causando esquizofrenia. Sobre as mortes de famosos existem várias teorias, a suposta morte de Paul McCartney, Elvis Presley e Michael Jackson na verdade não morreram, assim como outras personalidades conhecidas mundialmente.</p>
<p>Por fim, há pontos que mostram que tais teorias possuem incoerências e não são credíveis como o fato da visão conspirativa assumir que os líderes mundiais que determinam os eventos aos quais procura-se combater são pessoas extremamente inteligentes e conhecedoras enquanto a história mostra que eles cometem diversos equívocos; além disso, os conspiracionistas afirmam que o poder está detido na mão de um grupo extremamente seleto de algumas dezenas de pessoas guiadas por um grande líder, enquanto sociólogos afirmam que na verdade há a liderança de muitos milhares de indivíduos mundialmente; ademais, há no entendimento destas pessoas que grandes planos ilegais podem ser mantidos em segredo por longos períodos de tempo, quase que eternamente, enquanto a história mostra que grupos de liberdade civil, jornalista infiltrados ou funcionários do governo são capazes de descobrir e documentar tais fatos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>SILVA, S. Teoria da Conspiração: Sedução e Resistência a partir da Literatura Mediática. 2010.</p>
<p>&lt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_teorias_de_conspira%C3%A7%C3%A3o&gt; Acessado em 05/07/2018</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>QUAIS AS DESCOBERTAS MAIS IMPORTANTES DA QUÍMICA?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2018 00:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Damodara Barbosa Vieira Teixeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[A química é uma ciência de extrema importância. Não seria diferente em relação as descobertas feitas durante séculos de estudos realizados por renomados cientistas da área. Mesmo que a descoberta do elétron, por exemplo, não venha a apresentar uma grande importância pessoal na vida do público leigo, certamente esta e muitas e outras descobertas da [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A química é uma ciência de extrema importância. Não seria diferente em relação as descobertas feitas durante séculos de estudos realizados por renomados cientistas da área. Mesmo que a descoberta do elétron, por exemplo, não venha a apresentar uma grande importância pessoal na vida do público leigo, certamente esta e muitas e outras descobertas da química estão presentes direta e indiretamente na vida das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, é possível dizer quais descobertas na área da química foram mais importantes? O canal Discovery Science produziu em 2004 um documentário chamado “As 100 maiores descobertas da história – Química” em que elencou as treze principais descobertas científicas da área.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li><strong>Oxigênio (1773)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>O farmacêutico sueco Carl Wilhelm Scheele foi a primeira pessoa que conseguiu isolar o elemento oxigênio. Seu experimento consistiu em aquecer uma amostra de óxido de mercúrio em uma campânula de vidro. Ele, então, verificou que o ar dentro da campânula de vidro se modificava. Uma evidência para isto é que a chama de uma vela se intensificava. Um ano após os experimentos de Scheele, o químico inglês Joseph Priestley realizou experimentos semelhantes e obteve os mesmos resultados. No entanto, ainda não se tinha a ideia de que o gás que causava essas observações era o oxigênio, mas sim um fluído chamado “flogístico”, que na crença da época era o responsável por dar a capacidade de certos materiais serem queimados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O famoso químico francês Antoine Lavoisier foi o responsável por dar nome ao gás gerado pela queima do óxido de mercúrio, em 1789, e descrever a sua participação nos processos de combustão.<sup> [1]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><strong>Teoria atômica (1810)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>Em publicações do ano de 1810, o cientista John Dalton descrevia os constituintes da matéria como esfera corpuscular e maciça, dotada de energia. Dalton chamou essa partícula de átomo. É o famoso modelo apelidado de “bola de bilhar”. A partir desta definição Dalton, afirmava-se que um elemento puro é constituído de átomos idênticos e compostos são formados por diferentes elementos combinados.<sup> [2]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="3">
<li><strong>O número de Avogadro (1811)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>O físico italiano Amadeo Avogadro  formulou, em 1811, uma hipótese baseada em seus próprios experimentos. A hipótese consistia na ideia de que volumes iguais de gases diferentes sob mesma temperatura e pressão possuem o mesmo número de moléculas, sendo chamada lei de Avogadro. Apesar da convicção de Avogadro, somente no século XX, com o professor de físico-química, Jean Baptiste Perrin, da Universidade de Paris, chegou-se a um número aproximado para a lei de Avogadro. Os experimentos de Perrin indicavam um número entre 6,5 x 10<sup>23 </sup>e 7,2 x 10<sup>23 </sup>moléculas por mol de substância. Devido suas observações, Perrin foi agraciado com o Nobel de física no ano de 1926. Tempos depois foi possível determinar exatamente o número de Avogadro que é 6,02 x 10<sup>23</sup>.<sup>[3]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="4">
<li><strong>Síntese da uréia (1828)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>A síntese da uréia foi realizada em 1828 pelo químico alemão Friedrich Wohler. Seu objetivo principal era sintetizar cianato de amônio a partir de compostos inorgânicos (cianeto de prata e cloreto de amônio). Wohler então obteve cristais brancos, a ureia. A ureia até então só era obtida a partir da urina. O experimento de Wohler acabou com a ideia da época chamada de vitalismo, que dizia que substâncias orgânicas só poderiam surgir a partir de organismos vivos.<sup> [4]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="5">
<li><strong>Estrutura química (1865)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>O químico alemão Friedrich August Kekulé, criou em ,1857, a teoria da tetracovalência do carbono e a hipótese das ligações múltiplas. Além disso, em 1865, Kekulé determinou a estrutura hexagonal do benzeno (dizia que chegou a essa conclusão a partir de um sonho). O cientista foi vanguardista no estudo de estruturas moleculares das moléculas orgânicas.<sup> [5]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="6">
<li><strong>Tabela Periódica dos Elementos (1860-1870)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>A tabela periódica é fundamental para todo químico. Foi a forma mais eficiente de agrupar os elementos químicos conhecidos, trazendo diversas informações importantes sobre os elementos, como a massa atômica e o número atômico. Um dos cientistas mais importantes para formulação da tabela periódica como conhecemos hoje foi o professor russo de química, Dmitri Mendeleev. A tabela de Mendeleev era organizada em linhas e colunas ordenadas pela massa atômica dos elementos e começando uma nova linha ou coluna quando as propriedades dos elementos começavam a se repetir. O interessante, também, é que Mendeleev deixou espaços que deveriam corresponder a elementos ainda não descobertos.<sup> [6]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="7">
<li><strong>Eletrólise (1800-1808)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>Em 1800, o famoso físico italiano Alessandro Volta desenvolveu a primeira pilha elétrica, a chamada pilha de Volta. Humphry Davy, químico britânico, utilizando as pilhas de Alessandro Volta em série para separar potássio e sódio em 1807, além cálcio, estrôncio, bário e magnésio em 1808. Davy também foi responsável por estudar diversos fenômenos do campo da eletroquímica.<sup> [7]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="8">
<li><strong>O elétron (1896)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>Joseph John Thomson foi o físico britânico responsável pelos experimentos que determinaram a existência dos elétrons. Os gregos antigos já observavam fenômenos que apresentavam as propriedades elétricas da matéria, por exemplo, ao friccionar o âmbar com lã, verificava-se que aquele passava a atrair pequenos objetos. Já no século XIX a ideia de que o átomo seria composto de um núcleo de matéria cercado por partículas subatômicas com carga elétrica já estava se desenvolvendo. Em 1896, J.J Thomson realizou os experimentos utilizando raios catódicos determinando que estes raios não se travam de ondas, átomos ou moléculas como se acreditava anteriormente. Os raios catódicos seriam constituídos de partículas menores e com massa pelo menos 1000 vezes menor que o hidrogênio e com carga negativa.<sup> [8]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="9">
<li><strong>Descobertas de Bohr (1913)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>Em 1913, o físico Niels Bohr, estudou o átomo de hidrogênio e a partir daí desenvolveu um novo modelo atômico. Bohr concluiu que o elétron não emite e não absorve radiação enquanto permanece na mesma órbita do átomo. Com seus estudos, Bohr foi capaz de formular sua concepção de forma mais precisa: a transição de um elétron de uma órbita para outra do átomo seria feita por saltos. Ao absorver energia, o elétron saltaria para uma órbita mais externa e, ao emitir energia, o elétron passa para camadas mais internas. As descobertas de Bohr foram muito importantes para aprimorar o entendimento sobre os átomos.<sup> [9]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="10">
<li><strong>Os átomos e a luz (1861)</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>O físico alemão Gustav Robert Kirchhoff possui contribuições importantes para a química, apresentando três leis que descrevem a emissão de luz por objetos incandescentes: um objeto sólido aquecido produz luz com espectro contínuo, um gás produz luz com linhas espectrais em comprimentos de onda que dependem da composição química do gás, um objeto sólido com alta temperatura rodeado de um gás com temperatura inferior produz luz num espectro contínuo com vazios em comprimentos de onda discretos, em que as posições dependem da composição química do gás. As descobertas de Kirchhoff foram de grande importância para o desenvolvimento da espectroscopia.<sup> [10]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="11">
<li><strong>Radioatividade</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>A radioatividade é um fenômeno, que pode ser tanto natural quanto artificial, pelo qual alguns elementos químicos são capazes de emitir radiação. Em 1898, Marie e Pierre Curie desenvolveram estudos com o elemento rádio que emitiam rádios catódicos. Portanto, a partir dos estudos dos Curie, o fenômeno foi batizado de radioatividade. Em 1903, Marie dividiu com seu marido o prêmio do Nobel de Física. Em 1911, Marie Curie foi laureada com o Nobel de Química.<sup> [11]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="12">
<li><strong>Plásticos</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>O inventor americano John Wesley Hyatt foi responsável por simplificar o processo de produção do celuloide, o primeiro plástico industrial. Foi um importante substituto para a produção de bolas de bilhar, que eram produzidas utilizando marfim. Atualmente, o plástico é um material amplamente utilizado. Portanto, não é difícil perceber a importância da sua descoberta.<sup> [12]</sup></p>
<p><strong> </strong></p>
<ol start="13">
<li><strong>Fulerenos</strong></li>
</ol>
<p><strong> </strong></p>
<p>A descoberta dos fulerenos é datada de 1985 por um grupo de cientistas (Harold Walter, Kroto e Richard Errett Smalley). Os cientistas obtiveram uma série de estruturas químicas com 44 a 90 átomos de carbono, porém com maior concentração de estruturas com 60 átomos de carbono. O fulereno foi a primeira forma alotrópica do carbono. A descoberta dos cientistas os rendeu o prêmio Nobel de Química em 1996. Devido a sua forma tridimensional, ligações insaturadas e sua estrutura eletrônica conferem propriedades físicas e químicas únicas ao fulereno. Com ampla exploração do mesmo na bioquímica e medicina. Por exemplo, contra a atividade viral, apresenta também atividade antioxidante, foto-clivagem do DNA, atividade antimicrobiana, transporte de drogas de efeito radioterápico e contraste para diagnóstico por imagem.<sup> [13]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estes são as descobertas mais importantes da química de todos os tempos segundo o documentário do canal Discovery Science. E sem dúvidas são descobertas importantíssimas para a ciência química. Há algo a adicionar? A complementar? Concorda ou discorda? Deixe sua opinião nos comentários do site.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Referências:</p>
<p>&lt;http://contatoufo.com/ciencia/as-100-maiores-descobertas-quimica&gt; Acessado em 04/04/2018</p>
<p>[1] &lt;http://www.seara.ufc.br/especiais/quimica/oxigenio/oxigenio01.htm&gt; Acessado em 04/04/2018</p>
<p>[2] &lt;http://www.periodicos.ufpa.br/index.php/revistaamazonia/article/view/2137/2635&gt; Acessado em 04/04/2018</p>
<p>[3] &lt;http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/o-numero-avogadro.htm&gt; Acessado em 04/04/2018</p>
<p>[4] &lt;https://brasilescola.uol.com.br/quimica/sintese-ureia.htm&gt; Acessado em 04/04/2018</p>
<p>[5] BOYD, E.; MORRISON, R. Mol. In:______. <strong>Química orgânica</strong>. 12. ed. Lisboa: Fundacao Calouste Gulbenkian, 1995. cap. 14.3, p. 701.</p>
<p>[6] &lt; https://pt.wikipedia.org/wiki/Dmitri_Mendeleiev&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>[7] &lt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Humphry_Davy&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>[8] &lt; https://pt.wikipedia.org/wiki/El%C3%A9tron&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>[9] &lt; https://pt.wikipedia.org/wiki/Niels_Bohr&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>[10] &lt; https://pt.wikipedia.org/wiki/Gustav_Kirchhoff&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>[11] &lt; https://pt.wikipedia.org/wiki/Marie_Curie&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>[12] &lt; https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Wesley_Hyatt&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>[13] &lt; https://pt.wikipedia.org/wiki/Fulereno&gt; Acessado em 05/04/2018</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>JOGOS ELETRÔNICOS COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Dec 2017 12:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Damodara Barbosa Vieira Teixeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Jogos eletrônicos estão presentes na vida das pessoas há décadas. Porém, nem sempre foi assim. Os jogos eletrônicos foram se tornando cada vez mais presentes de acordo com a popularização das tecnologias. Atualmente até mesmo em aparelhos celulares é possível se divertir com jogos eletrônicos. Segundo historiadores, o primeiro jogo eletrônico surgiu em 1958. O [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Jogos eletrônicos estão presentes na vida das pessoas há décadas. Porém, nem sempre foi assim. Os jogos eletrônicos foram se tornando cada vez mais presentes de acordo com a popularização das tecnologias. Atualmente até mesmo em aparelhos celulares é possível se divertir com jogos eletrônicos.</p>
<p>Segundo historiadores, o primeiro jogo eletrônico surgiu em 1958. O interessante é que este jogo não foi feito por um desenvolvedor de jogos, mas por um físico chamado Willy Higinbotham. O jogo recebeu o nome de Tennis Programing, porém ficou mais conhecido por Tennis for Two. Era um jogo simples, jogado por meio de um osciloscópio em um computador da época.</p>
<p>No entanto, os jogos eletrônicos só se tornaram um produto difundido com a empresa Atari, em 1977, através do Atari 2600. Se a Atari foi responsável por tornar os vídeo jogos popular, a mesma também quase foi responsável pelo seu fim. Em 1984, o mercado de jogos eletrônicos já apresentava sinais de crise. Com a decadência da Atari e o fechamento da mesma, o mercado de jogos eletrônicos caiu em esquecimento juntamente com a empresa.</p>
<p>Em 1983, a Nintendo lançava no Japão o seu console chamado de Famicon, que em 1985 chegaria aos Estados Unidos como NES. Com a Nintendo, o mercado de jogos eletrônicos teve uma grande recuperação. Diversas empresas atuaram e ainda atuam nesse mercado, como a própria Nintento, SEGA, Sony e Microsoft.</p>
<div id="attachment_2329" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/12/NES.png" class="grouped_elements" rel="tc-fancybox-group2326"><img class="size-full wp-image-2329" src="http://www.petquimica.ufc.br/wp-content/uploads/2017/12/NES.png" alt="Imagem 1: Console NES da Nintendo." width="640" height="443" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem 1: Imagem do Famicon, famoso console da Nintendo.</p></div>
<p>Os jogos eletrônicos consomem cada vez mais o tempo das pessoas, sendo os jovens em fase escolar um público bastante ativo dentro da comunidade dos jogos. A escola não deve negar as atividades realizadas pelos seus alunos. O mundo é tecnológico e a escola busca se adequar a tecnologia, o que não é diferente dos jogos eletrônicos. Com o crescimento de empresas que atuam nesse mercado dos jogos eletrônicos há a disponibilidade dos mais variados gêneros de jogos e, dentre esses gêneros, o educador pode aproveitar diversas características para favorecer o aprendizado do aluno.</p>
<p>As possibilidades são várias, pois os jogos permitem que os jovens desenvolvam diversas habilidades, como atenção, lógica e concentração. É possível utilizar uma atividade de lazer/social de forma que favoreça o desenvolvimento do aluno.</p>
<p>Além das contribuições diretas dos jogos citadas anteriormente, o fato de fazer com que o jogador se transporte para um mundo fictício também pode ser bastante positivo para o aluno. Visto que isso o ajuda a refletir, tomar decisões, descobrir novas experiências e até mesmo adquirir conhecimentos. Nos jogos em geral, a criatividade é estimulada, a curiosidade é instigada, e outras características subjetivas e cognitivas são postas a prova, mas não somente isso, elas são estimuladas. Há jogos com o intuito de educar e ensinar. Há aqueles com regras bem estabelecidas que estimulam o jogador a buscar e cumprir objetivos, levando-o a atender os requisitos, desenvolvendo autocontrole, disciplina e entendimento de regras.</p>
<p>Jogos eletrônicos, assim como qualquer outra tecnologia, não são inimigos dos professores ou das instituições de ensino. O jogo é uma realidade não apenas dos jovens, mas da sociedade em geral. Há jogos dedicados ao desenvolvimento de habilidades, como os puzzles, mas mesmo os jogos sem esta pretensão e focados em uma história pré-determinada podem trazer diversos benefícios para aqueles alunos que o utilizam como entretenimento. E assim como houveram pessoas inteligentes o suficiente para levar esse mundo dos jogos eletrônicos para o maior número de pessoas, certamente há pessoas empenhadas em essa realidade para a sala de aula, sejam elas professores, educadores, desenvolvedores de conteúdos ou até mesmo o aluno apaixonado por esse mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>FARIA, E.R. de. Jogos Eletrônicos nas aulas de Educação Física. Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia &#8211; ESEBA/UFU. 2006.</p>
<p>GRINSPUN, Mirian P. S. Zippin (org.). Educação tecnológica: desafios e perspectivas, 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.</p>
<p>&lt; https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/8600/8600_3.PDF&gt; Acessado em 29/11/2017</p>
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		</item>
		<item>
		<title>ELEMENTOS QUÍMICOS: DOS FILÓSOFOS AOS CIENTISTAS</title>
		<link>http://www.petquimica.ufc.br/elementos-quimicos-dos-filosofos-aos-cientistas/</link>
		<comments>http://www.petquimica.ufc.br/elementos-quimicos-dos-filosofos-aos-cientistas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2017 13:08:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Damodara Barbosa Vieira Teixeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[O conceito de elemento químico é muito comum para quem estuda ou já estudou química em algum momento da vida. Para Tunes et al. (1989), o elemento químico constitui uma classe de átomos formado pelos diferentes nuclídeos ou um tipo de átomo caracterizado por um número atômico específico. Apesar de ser um conceito bem estabelecido [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O conceito de elemento químico é muito comum para quem estuda ou já estudou química em algum momento da vida. Para Tunes et al. (1989), o elemento químico constitui uma classe de átomos formado pelos diferentes nuclídeos ou um tipo de átomo caracterizado por um número atômico específico. Apesar de ser um conceito bem estabelecido atualmente, as ideias de elementos específicos que formam a matéria é bem antiga e nem sempre se mantiveram no campo da ciência tal qual como conhecemos hoje em dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra elemento tem origem do vocábulo grego “stocheion”, que por sua vez possui relação com o termo “elementum” do latim. O surgimento do conceito de elemento esteve relacionado a necessidade dos filósofos da Grécia em explicar e justificar as mudanças que ocorrem na natureza, além de também buscarem entender o porquê de outras “matérias” permanecerem sem alteração. Até então, o conceito estava muito ligado ao campo da especulação. Os filósofos da época focavam seus esforços em apontar elementos primordiais, ou seja, acreditava-se que a partir destes a matéria era formada. Tales de Mileto (624-544 a.C) considerou que a água era o único elemento primordial, mas Anaximandro (610-546 a.C) discordava de Tales, apesar de ser seu discípulo, afirmando que o princípio de tudo seria o “aperíon”, uma substância primária, indeterminada e imaterial. Empédocles (490-430 a.C), por sua vez, acreditava que água, terra, fogo e ar eram os elementos primordiais. Os quatro elementos primordiais de Empédocles foram adotados por Aristóteles (384-322 a.C), porém adicionando mais um elemento, o éter, que para ele seria o princípio formador da parte do universo que se inicia com a Lua. Percebe-se que a ideia de elemento primordial era comum aos filósofos gregos e que seus pensamentos eram baseados, principalmente, na aparência dos corpos e como os sentidos humanos percebem a matéria. O entendimento dos filósofos era baseado na observação e contemplação do mundo ao seu redor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o período medieval houve a busca pela transformação de metais menos nobres em ouro. É a chamada transmutação, crença que os alquimistas possuíam. Eles acreditavam que a mudança quantitativa dos elementos constituintes de um metal levava à mudança nas propriedades e aparência destes. O alquimista árabe, Jabir ibn Hayyan, que teria vivido entre os séculos VIII e IX, acreditava que todos os corpos seriam formados por diferentes proporções de enxofre e mercúrio. Para esse alquimista, o ouro seria composto de uma proporção entre estes elementos. Apesar de ter o nome em comum com os elementos que conhecemos hoje por enxofre e mercúrio, deve-se esclarecer que esses são conceitos abstratos, sendo o enxofre uma representação da propriedade de combustibilidade e o mercúrio uma representação da metalicidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O cientista responsável pela quebra dessa concepção de elemento primordial foi o químico inglês Robert Boyle (1627-1691). Boyle afirmava que elementos eram corpos primitivos, simples, puros e que não são constituídos por nenhum outro corpo, mas também que os corpos, que ele chamava de misturas perfeitas, são constituídos destes elementos. É evidente que o pensamento de Robert Boyle configurava uma ruptura do pensamento aristotélico, que dominou a química até a idade medieval. Para Boyle, os elementos eram os constituintes da matéria que restavam na análise química. Lavoisier (1743-1794) utilizou de meios empíricos para contestar os conceitos aristotélicos, usando como base a ideia de Boyle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar dos conceitos de átomo e elemento tenham sido introduzidos pelos filósofos gregos, coube a Química moderna estudar e adequar estes termos, na medida em que a ciência química amadureceu. Os avanços da química do século XIX e a aproximação desta ciência com a física permitiram que novos critérios fossem adotados para determinar o que é um elemento químico, como os elétrons de valência, massa atômica e número atômico. Estes critérios foram de fundamental importância para a determinação dos elementos químicos que conhecemos atualmente, além de auxiliar na classificação e organização destes quanto a suas propriedades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conceito de elementos químicos demonstra como a ciência caminha durante o tempo, e demonstra que mesmo uma ideia especulativa que surgiu a partir dos filósofos gregos, tendo em sua essência o objetivo de entender e explicar os fenômenos que ocorrem na natureza, pode se desenvolver pelos esforços de grandes cientistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Referências:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TUNES, E.; TOLENTINO, M.; SILVA, R.R. DA; SOUZA, E.C.P. DE e ROCHAFILHO, R.C. Ensino de conceitos em Química. IV &#8211; Sobre a estrutura elementar da matéria. Química Nova, v. 12, p. 199- 202, 1989.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>OKI, M. O Conceito de elemento da antiguidade à modernidade. Química Nova na escola, p. 21-25, 2002.</p>
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		<title>A QUÍMICA DAS ANÁLISES DE ALIMENTOS</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Aug 2017 16:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Damodara Barbosa Vieira Teixeira]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Segundo a Organização Mundial de Saúde, 2,2 milhões de pessoas morrem devido ao consumo de alimentos contaminados. Destes, 1,8 milhão são crianças menores de 5 anos.[1] No Brasil, em 2014, foram registrados 886 surtos de doenças transmitidas por alimentos com 15,7 mil pessoas doentes, a média de óbitos é de 0,06% dos anos de 2013 [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a Organização Mundial de Saúde, 2,2 milhões de pessoas morrem devido ao consumo de alimentos contaminados. Destes, 1,8 milhão são crianças menores de 5 anos.<sup>[1]</sup> No Brasil, em 2014, foram registrados 886 surtos de doenças transmitidas por alimentos com 15,7 mil pessoas doentes, a média de óbitos é de 0,06% dos anos de 2013 a 2015.<sup>[2]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A análise da qualidade dos alimentos é uma etapa importante para garantir que o consumidor esteja consumindo um produto de qualidade, evitando doenças e óbitos, como destacado pela OMS. No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Saúde, por meio da ANVISA, são responsáveis por regular e monitorar a qualidade dos alimentos a nível federal. As análises são feitas em laboratórios de saúde que realizam estudos físico-químicos e biológicos, verificam a embalagem e rótulos dos produtos a fim de assegurar o cumprimento da legislação. A química como ciência contribui com conceitos e métodos de análise a fim de auxiliar na verificação da qualidade dos alimentos e garantir a segurança de seu consumo pelo consumidor final. Os problemas com alimentos podem ser de origem química, biológica ou física. Os problemas de origem química serão mais discutidos devido ao foco do artigo. O uso de agroquímicos, a presença de conservantes, a contaminação por metais pesados e por substâncias que originalmente não devem fazer parte dos alimentos são exemplos de adversidades relacionados a química. As principais análises físico-químicas são feitas na verificação da quantidade de iodo no sal, qualidade do leite e monitoramento de aditivos e contaminantes em alimentos para consumo humano. Para toda análise é necessário que o método utilizado tenha sido previamente testado e validado.<sup>[3]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>IODO</strong></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p>A análise do teor de iodo no sal é baseado na reação de iodato de potássio (KIO) e o iodeto de potássio (KI) liberando iodo em meio ácido, é utilizado solução de ácido sulfúrico. O iodo é, então, titulado utilizando tiossulfato de sódio e solução de amido 1% como indicador.<sup>[4]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>LEITE</strong></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p>Existem vários tipos de fraude no leite, como adição de amido e sacarose para mascarar a adição de água, esta é utilizada a fim de avolumar o leite. A adição de água diminui a densidade do leite, por isso se adiciona amido e sacarose para que se aumentar a densidade do leite fraudado. O peróxido de hidrogênio possui ação bactericida e é utilizado para conservar e recuperar leites deteriorados. Há outros tipos de fraude, mas apenas estas serão abordadas no texto.<sup>[5]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O amido pode ser detectado ao se adicionar uma solução de iodo (Lugol) em uma amostra de leite sob aquecimento. Deve haver o desenvolvimento de coloração azul caso o amido esteja presente na amostra de leite. A sacarose é detectada utilizando uma pequena massa de resorcina em meio ácido, Se a sacarose estiver presente na amostra de leite, esta passa a apresentar coloração avermelhada. A presença de peróxido de hidrogênio pode ser detectada adicionando um pequeno volume de guaiacol na amostra de leite. Caso esteja presente, o peróxido de hidrogênio, a amostra de leite passa a apresentar uma coloração salmão.<sup>[6]</sup></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li><strong>ADITIVOS</strong></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há várias classes de substâncias que se enquadram na categoria aditivos: acidulantes, antioxidantes, aromatizantes, conservantes, corantes, estabilizantes, emulsificantes e outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os ácidos orgânicos utilizados como acidulantes (ácido cítrico, láctico e tartárico) podem ser determinados por cromatografia em papel, por exemplo. Devido à grande quantidade de substâncias que se enquadram como aditivos é impossível informar todos os métodos de análise destes. Portanto, no caso de maior interesse sobre o assunto, é aconselhável a leitura da referência utilizada no texto.<sup>[7]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>A alimentação deve ser uma preocupação constante. Quanto a preocupação não é apenas a questão de quantas calorias uma pessoa ingere por dia, mas também o que está contido no alimento que a pessoa ingere. Como visto anteriormente no texto, um alimento contaminado com microrganismos ou substâncias nocivas pode causar doenças ou até mesmo o óbito daquele que o consome. Portanto, é extremamente importante a fiscalização por parte dos órgãos responsáveis, como a ANVISA, e a utilização de métodos de análise testados e validados para identificação dos contaminantes ou substâncias que se encontram fora do teor permitido ou até mesmo de adições que configurem fraude. A química é de extrema importância visto que sua aplicação permite a detecção e quantificação destas substâncias resguardando, assim, o consumidor final de muitas adversidades que poderiam ser causadas ao ingerir um alimento inadequado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[1] Dubugras, Maria Thereza Bonilha; Pérez-Gutiérrez, Enrique. Perspectiva sobre a análise de risco na segurança dos alimentos. Curso de sensibilização. Rio de Janeiro: Área de Vigilância Sanitária, Prevenção e Controle de Doenças &#8211; OPAS/OMS, 2008. 160p;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>[2] &lt;http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/10/Apresenta&#8212;-o-dados-gerais-DTA-2016.pdf&gt; Acessado em 20/07/2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[3] SILVA, MagayverDayan Afonso. Química da análise de alimentos: proposta de texto de divulgação científica. 2016. 39 p. Trabalho de conclusão de curso – Instituto de Química, Universidade de Brasília, Distrito Federal. 2016;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[4][6] [7] INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. v.1: Mé- todos Químicos e Físicos para análise de alimentos. 3. ed. São Paulo: IMESP, 1985. p. 288;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[5] DE GOUVEIA MENDES, Carolina et al. Análises físico-químicas e de fraude do leite informal comercializado no município de Mossoró-RN. <strong>Ciência Animal Brasileira</strong>, v. 11, n. 2, p. 349-356, 2010.</p>
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		<title>Além do papelão: motivos para repensar o consumo de carne</title>
		<link>http://www.petquimica.ufc.br/alem-do-papelao-motivos-para-repensar-o-consumo-de-carne/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2017 15:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Damodara Barbosa Vieira Teixeira]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Carne]]></category>
		<category><![CDATA[Fraca]]></category>
		<category><![CDATA[Veganismo]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 17 de março deste ano o povo brasileiro foi surpreendido com a operação da polícia federal chamada de Carne Fraca. Grandes distribuidores frigoríficos como a JBS, BRF e Perdigão foram o foco da investigação. Estas empresas são responsáveis por marcas como Friboi, Seara e Big Frango. Todas bastante conhecidas e presentes na mesa [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 17 de março deste ano o povo brasileiro foi surpreendido com a operação da polícia federal chamada de Carne Fraca. Grandes distribuidores frigoríficos como a JBS, BRF e Perdigão foram o foco da investigação. Estas empresas são responsáveis por marcas como Friboi, Seara e Big Frango. Todas bastante conhecidas e presentes na mesa do brasileiro.</p>
<p>A polícia federal descobriu por meio de investigações que estas empresas pagavam propina para fiscais agropecuários, assim, carnes adulteradas eram comercializadas normalmente. As carnes eram “maquiadas” com ácido ascórbico, alguns frigoríficos reembalavam carnes vencidas, além de usar papelão em embutidos.</p>
<p>A repercussão não poderia ser mais negativa. O presidente Michel Temer precisou acalmar os ânimos dos países que importam a carne brasileira, tamanho foi o desconforto e preocupação gerada pela operação. No dia 17 de maio do ano de 2017, gravações do presidente Michel Temer foram divulgadas. Nelas o presidente Temer dá o suposto aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha. A revelação veio a partir do dono da JBS por meio de um acordo com a Operação Lava Jato.</p>
<p>Porém, se a operação Carne Fraca não é o suficiente para repensar o consumo de carnes, existem outros motivos que podem causar uma reflexão e até mesmo a mudança de hábitos.</p>
<p>Basicamente três pontos sustentam correntes de pensamento que defendem o não consumo de animais: saúde, meio ambiente e ética. É o tripé que sustenta correntes como o vegetarianismo e o veganismo. Explanações e exemplos de cada um dos pontos apresentados anteriormente serão apresentados a seguir.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Meio ambiente</strong></p>
<p>Muitas pessoas não sabem, mas a indústria agropecuária causa muitos impactos ao meio ambiente. É uma preocupação constante, por exemplo, reduzir o consumo doméstico de água. No entanto, a indústria agropecuária consome bastante água. Estima-se que sejam gastos cerca de 15.4 mil litros de água para se produzir apenas um quilograma de carne bovina, 4.3 mil litros de água para se produzir um quilograma de carne de frango e 1000 litros de água para cada quilograma de leite produzido.<sup>[1]</sup></p>
<p>Para efeito comparativo, é gasto apenas 290 litros de água para cada quilograma de batata produzida.<sup>[2]</sup></p>
<p>As granjas industriais também geram grande poluição visto que os dejetos de bilhões de animais são despejados em corpos d’água. Segundo dados governamentais dos Estados Unidos, divulgados pela United States Environmental Protection Agency no ano de no ano de 2004 “uma granja com muitos animais pode facilmente igualar-se a uma pequena cidade em termos de produção de dejetos”. Estas granjas despejam dejetos minimamente tratados que poluem além da água, do solo e do ar. Os dejetos possuem contaminantes, por exemplo, resíduos de antibióticos que estão presentes na alimentação de engorda dos animais.<sup>[3]</sup></p>
<p>A produção de um quilograma de carne bovina é responsável pela emissão de 335 kg de CO2, no Brasil. Isto pode ser comparado a dirigir um carro de médio porte por 1600 km. <sup>[4]</sup> Um dado ainda mais alarmante é que, considerando toda a cadeia (cultivo da ração, transporte e varejo da carne), estima-se que o setor pecuário é responsável por 14,5% das emissões de gases do efeito estufa globais provenientes de atividades humanas, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.<sup>[5]</sup></p>
<p>Para finalizar este ponto, a taxa de conversão alimentar é bastante desfavorável visto que para cada quilograma de carne bovina é necessário que animal coma entre 7 quilogramas de alimentos vegetais, como soja, milho, aveia e outros que compõem a ração animal. Isto implica, por exemplo, em maior desperdício de área plantada.<sup>[6]</sup></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<p>É importante ressaltar que as dietas que excluem o consumo carne não são exatamente um sinônimo de boa saúde. Da mesma forma, quem come carne pode sim ser muito saudável. Uma alimentação dita saudável é uma alimentação equilibrada, uma alimentação que fornece todos os nutrientes necessários e em quantidades adequadas para manutenção das funções do corpo.</p>
<p>Porém, estudos populacionais realizados em 2009 pela American Dietetic Association comparou grupos vegetarianos e não vegetarianos com estilo de vida similar e em diversas fases de suas vidas, mostram que os grupos vegetarianos têm menor incidência de todas as doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão, diabetes, obesidade, problemas cardíacos e alguns tipos de câncer.<sup>[7]</sup></p>
<p>É importante relembrar a importância de uma alimentação saudável associada a exercícios físicos, independente do tipo de dieta para manutenção de uma boa saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ética</strong></p>
<p>O principal pilar das correntes de direito dos animais é o princípio ético. O princípio ético parte do princípio de que animais são seres que merecem o direito à vida. Ou seja, os animais, não só aqueles que são sacrificados na pecuária, são seres que sofrem, possuem emoções e até mesmo algum grau de consciência. Por isso não devem ser explorados.</p>
<p>Em 2012, um grupo internacional de neurocientistas, baseando-se em evidências científicas declarou que animais não humanos como mamíferos, aves e outros como polvos, “possuem substratos neurológicos que indicam estados de consciência e a capacidade de exibir comportamentos intencionais”. Ou seja, possuem sensciência: capacidade dos seres de sentir algo de forma consciente, sejam emoções ou sentimento, além da capacidade de percepção do que o rodeia.<sup>[8]</sup></p>
<p>Além disso, a indústria que explora os animais possui alta demanda, sendo assim, se aproxima bastante de outros setores industriais que necessitam de produção em larga escala. Resultado: o sofrimento animal é praticamente indissociável.</p>
<p>Aves: são criadas em galpões grandes, mas com muitas aves que não possuem espaço para ciscar ou abrir suas asas, esses fatores causam estresse aos animais que costumam bicar uns aos outros. Por isso, costuma-se cortar o bico das aves com uma lâmina quente, causando bastante dor ao animal. Muitas aves apresentam fraturas em suas patas por engordarem rapidamente em seu curto tempo de vida (40 dias). As galinhas poedeiras ficam confinadas em gaiolas. Os pintos machos são mortos sufocados ou triturados, pois não são rentáveis à longo prazo por não colocar ovos e crescerem mais devagar.</p>
<p>Bois e vacas: apesar de serem criados na maior parte de sua vida de modo extensivo (soltos em grandes pastos), no Brasil, no final de suas vidas passam ao sistema intensivo de criação (confinados em pequenos espaços). Apesar de não ser a principal forma de criação no Brasil, a criação intensiva é muito comum em países como Estados Unidos e na Europa, que possui menor extensão territorial. Vacas são animais de grande porte que precisam de espaço para se alimentar e ter uma boa qualidade de vida. A indústria do leite é, também, bastante cruel. As vacas leiteiras produzem leite ao estarem grávidas, portanto, estas são fertilizadas constantemente por inseminação artificial. Os bezerros são separados da sua progenitora e não são amamentados já que o leite produzido pela vaca deve ser destinado para demanda comercial. Qual o destino dos bezerros na indústria leiteira? São confinados em espaços minúsculos e presos para que não se movimentem, assim, sua carne se mantém pobre em ferro, além de ser uma carne macia devido ao repouso forçado do animal. Ele é, então, abatido para produção de carne de vitela ou vitelo. Uma carne de alto valor e bastante apreciada.</p>
<p>Porcos: na indústria de suínos a produção é quase que totalmente intensiva. Os animais são confinados, sendo os porcos animais grandes com bastante massa. Assim como as aves, devido ao pequeno espaço e muitos animais ocupando o mesmo local, muitos porcos apresentam comportamento canibal mordendo o rabo de outros porcos. Para que isto não aconteça o rabo dos porcos é cortado sem nenhum tipo de anestesia. Também é comum a castração dos filhotes de porcos, os trabalhadores costumam castrar os animais com as mãos e sem nenhuma anestesia. Porcos costumam apresentar fraturas devido à engorda do animal que deve ficar grande em um pequeno espaço de tempo a fim de manter a lucratividade do negócio.</p>
<p>São práticas constantes e presentes na indústria além de serem extremamente ligadas com questões de viabilidade econômica da atividade.</p>
<p>Infelizmente a exploração e sofrimento causado pela indústria animal não se restringe apenas aos animais não humanos visto que, em 2016, o setor pecuário liderou o ranking dos setores que mais possuem trabalho escravo, juntamente com a indústria de madeira e café.<sup>[9]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>A indústria pecuária está ligada a grandes impactos ao meio ambiente, a emissão de gases estufa é maior que a emissão por parte dos transportes. Existem estudos que mostram que dietas sem carne podem ser saudáveis e grupos de pessoas que excluem as carnes da alimentação possuem menor chance de desenvolverem doenças crônicas.</p>
<p>A pecuária é bastante cruel aos animais como exposto anteriormente, mas esta atividade também pode ser cruel com pessoas que são escravizadas.</p>
<p>O não consumo de carne é possível e pode ser positivo para meio ambiente, para sua saúde e para os animais. Sejam estes humanos ou não humanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>[1] Mekonnen, M.M. and Hoekstra, A.Y. (2010) <strong>The green, blue and grey water footprint of farm animals and animal products, Value of Water Research Report Series</strong> No. 48, UNESCO-IHE, Delft, the Netherlands;</p>
<p>[2] Mekonnen, M.M. and Hoekstra, A.Y. (2011) <strong>The green, blue and grey water footprint of crops and derived crop products, Hydrology and Earth System Sciences</strong>, 15(5): 1577-1600.</p>
<p>[3] UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. <strong>Risk Management Evaluation For Concentrated Animal Feeding Operations.</strong> Cincinnati, 2004;</p>
<p>[4] Schmidinger, K. &amp; Stehfest, E. <strong>Int J Life Cycle Assess</strong> (2012) 17: 962. doi:10.1007/s11367-012-0434-7;</p>
<p>[5] Gerber, P.J., Steinfeld, H., Henderson, B., Mottet, A., Opio, C., Dijkman, J., Falcucci, A. &amp; Tempio, G. 2013. <strong>Tackling climate change through livestock – A global assessment of emissions and mitigation opportunities.</strong> Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), Rome;</p>
<p>[6] HIATH, M. <strong>A insustentabilidade ecológica da produção mundial de carne.</strong><em> 10 p. Disponível em </em>&lt;http://www.abolicionismoanimal.org.br/artigos/ainsustentabilidadeecolgicadaprodu_omundialdecarne.pdf&gt;. 29/05/2017</p>
<p>[7] AMERICAN DIETETIC ASSIOCIATION. <strong>Journal of the AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION.</strong> <em>Position of the American Dietetic Association: Vegetarian Diets. </em>Volume 109 Number 7, 2009;</p>
<p>[8] <strong>Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos. </strong>Disponível em: &lt;<a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos">http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos</a>&gt;. Acesso em 19 de maio de 2017.</p>
<p>[9] DE OLHO NOS RURALISTAS.<strong> Pecuária, café e madeira lideraram casos de trabalho escravo em 2016. </strong>Disponível em: &lt;<a href="http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/19/pecuaria-cafe-e-madeira-lideraram-casos-de-trabalho-escravo-em-2016/">http://justificando.cartacapital.com.br/2017/01/19/pecuaria-cafe-e-madeira-lideraram-casos-de-trabalho-escravo-em-2016/</a>&gt;. Acesso em 19 de maio de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Recomendações:</strong></p>
<p>Filme documentário Terráqueos &#8211; Faça a Conexão: <a href="http://www.terraqueos.org/">http://www.terraqueos.org/</a></p>
<p>Filme documentário Cowspiracy – O Segredo da Sustentabilidade: <a href="http://www.cowspiracy.com/">http://www.cowspiracy.com/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fonte da imagem de chamada:</strong> https://pbs.twimg.com/media/C7ZhrSfXQAEQMcT.jpg. Acesso em 30 de maio de 2017.</p>
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